“Não temos empresas a crescer, estão a cair porque estão a ser sufocadas”
Queixa-se das más condições das estradas e das dificuldades de acesso às zonas de produção agrícola. Empresário com mais de 20 anos na agricultura, denuncia limitações no acesso ao combustível, um dos factores que explica a baixa produtividade da agricultura em Benguela. O também vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Benguela lamenta a rescisão de um contrato com o BDA depois de ter o crédito aprovado, mas que nunca chegou a receber o dinheiro.
Qual é a situação actual das empresas quase dois meses depois das inundações?
Muitas empresas foram afectadas. Algumas dessas empresas estão a erguer-se para recuperar aquilo que perderam nas inundações. E o governo garantiu este alívio económico de que estamos à espera para voltarmos a ter a velocidade que tínhamos. O caminho de ferro que sai do interior para a província ficou bloqueado, além de fábricas e fazendas inundadas. Isso fez com que a província regredisse um pouco.
Até ao momento, alguma empresa já beneficiou do alívio económico aprovado pelo Governo?
Por enquanto não, porque estão a organizar os processos. É preciso organizar, porque pode haver situações de malfeitores que queiram aproveitar-se deste momento. As equipas que foram criadas para o efeito estão a fazer o levantamento, organizar os processos. Os bombeiros já emitiram os certificados. Alguns projectos já foram aprovados, mas ainda não foram reembolsados, e há processos que estão em análise. Eles deram 90 dias, estamos à espera que isso aconteça.
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