“O Governo abre as portas aos investidores, mas depois há dificuldades com licenças, vistos e outros documentos, é muito difícil”
Defende a criação, pelo Governo, de programas “sérios” que tenham os agricultores familiares no centro para desenvolver a agricultura no país. Empresário chinês com investimentos em vários sectores e com residência em Angola desde 2002, Chen Youngbao confessa que trava uma batalha há quase dois anos para conseguir uma licença de exportação de produtos agrícolas para a China. E lembra que, apesar da abertura aos investidores, as dificuldades burocráticas com vistos e licenças mantêm-se.
A Associação de Empresas de Agricultura Angola-China foi criada em 2022. Qual é o balanço que faz dos primeiros anos?
Temos mais de 30 empresas chinesas que trabalham na agricultura. Também na pecuária, na criação de peixe e de animais, como galinhas e porcos e até na produção de seda. Também trabalhamos na plantação de arroz, milho e gindungo.
As empresas angolanas ainda não se juntaram à associação, mas estamos abertos, no sentido de desenvolvermos juntos a produção agrícola mecanizada, promovendo tecnologia avançada de cultivo e melhorando as sementes, entre outros aspectos.
Qual é o investimento que as empresas chinesas já fizeram na agricultura em Angola?
Não consigo dizer qual é o investimento total, porque cada empresa tem o seu próprio caminho. Angola tem muito terreno, mas não são terrenos prontos para plantação. É preciso investir em máquinas para preparar o solo e criar condições para cultivar. Cada empresa tem os seus custos. Acho que, neste momento, Angola já está melhor em termos de produção alimentar, porque a importação tem diminuído e o Governo está cada vez mais a apertar as medidas de importação.
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