“Vê-se uma ausência generalizada dos economistas nos debates sobre finanças públicas”
Ordem dos Economistas de Angola tem agendada a eleição do novo bastonário para o próximo dia 23 de Maio. Campanha dos concorrentes está a ser marcada por acusações de falta de qualidade e plágio de programa. Valor Económico entrevistou dois dos três candidatos, com o mandatário da Lista A, Afonso Zinga, a manifestar-se indisponível.
O que o motiva a concorrer ao cargo de bastonário e qual é o seu programa para o mandato na Ordem dos Economistas?
A nossa candidatura acredita que a Ordem pode e deve zelar pelo maior prestígio da classe dos economistas e pelo reconhecimento dos seus próprios membros. Acreditamos na importância de dinamizar um novo ciclo, que se quer construtivo e mais intenso no contributo ao seu trabalho. A nossa candidatura assenta em três eixos. O primeiro consiste na valorização dos economistas angolanos e no reforço do reconhecimento social da profissão de economista. O segundo resume-se na afirmação da Ordem dos Economistas de Angola enquanto instituição de referência técnica e científica, tornando a Ordem numa voz respeitada no contexto do debate económico a nível nacional. E, por fim, o terceiro eixo centra-se na modernização da organização e do funcionamento da Ordem dos Economistas de Angola. Entendemos que uma instituição que se quer forte precisa ser moderna, eficiente e, acima de tudo, próxima dos seus membros.
Quais são os principais desafios dos economistas em Angola?
Quase todos nós conseguimos ver com alguma facilidade ou não. A nível do debate em Angola, em regra, vê-se uma ausência bastante generalizada dos economistas no espaço público relativamente às questões sobre finanças públicas. Um exemplo muito concreto - não é o único - é quando se está a discutir a questão da tributação. Em regra, vemos apenas a ser apresentada uma perspectiva ou abordagem jurídica e contabilística. Não está errado, mas estas abordagens olham para a tributação enquanto arrecadação. Falta, depois, a parte que olha para a aplicação eficiente dos recursos que se consegue por via da arrecadação tributária. Ou seja, a perspectiva de como alocar eficientemente os recursos no sentido de maximizar o bem-estar social. Porque, em termos de arrecadação, se tem a parte da arrecadação, depois também existe a parte da alocação eficiente do recurso, que é a economia. E nós não vemos os economistas ali.
Para ler o artigo completo no Jornal em PDF, faça já a sua assinatura, clicando em 'Assine já' no canto superior direito deste site.








TAAG é a companhia mais ineficiente do mundo na utilização dos aviões