Angola continua como sexto maior devedor das companhias aéreas
A dívida de Angola às companhias aéreas internacionais recuou cerca de 10%, saindo dos 81 milhões para 73 milhões de dólares entre o final de 2025 e o primeiro trimestre deste ano. Apesar da redução, o país mantém-se como o sexto maior devedor do mundo no ranking de receitas bloqueadas às transportadoras aéreas.
Os valores em causa resultam sobretudo da venda de bilhetes e de outros serviços prestados pelas companhias aéreas, mas permanecem retidos no país devido às restrições cambiais e às dificuldades no acesso a divisas para o repatriamento das receitas.
No mesmo período, o montante acumulado da dívida dos 10 maiores países devedores caiu de 1,081 mil milhões para 870 milhões de dólares. O ranking continua a ser liderado pela Argélia, cuja dívida diminuiu de 307 milhões para 258 milhões de dólares.
Dados avançados pelo Banco Nacional de Angola indicam que, nos primeiros cinco meses do ano, os bancos comerciais venderam divisas às companhias aéreas no valor de 105 milhões de dólares. Deste total, 94,4 milhões USD foram disponibilizados apenas em Abril.
O histórico da dívida angolana às transportadoras internacionais mostra, entretanto, uma trajectória marcada pela crise cambial iniciada após a queda do preço do petróleo. Em finais de 2018, os governos africanos deviam cerca de 4,6 mil milhões de dólares às companhias aéreas, dos quais 137 milhões respeitantes a Angola, sendo então o terceiro maior devedor do mundo.
Meses antes, em Junho do mesmo ano, Angola chegou mesmo a ocupar a segunda posição mundial entre os maiores devedores, com um passivo de 386 milhões de dólares. Na altura, o valor já representava uma redução de 22,8% face aos cerca de 500 milhões acumulados desde 2014, período em que a escassez de divisas dificultou o repatriamento das receitas das transportadoras estrangeiras.








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