SONANGOL AVANÇA ISOLADA E LENTAMENTE

Governo continua com dificuldades de captar investimentos para a refinaria do Lobito

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, admitiu dificuldades, até ao momento, em garantir financiamento para o projecto de refinaria do Lobito, assegurando, entretanto, que o Executivo não tem intenção de parar com o projecto. 

Governo continua com dificuldades de captar investimentos para a refinaria do Lobito

Conforme Diamantino Azevedo, o Executivo tem estado a convidar os governos da região [da África Austral] e empresas de todos os países da região a analisarem a possiblidade de se juntarem à refinaria do Lobito como sócios, mas, até ao presente momento, não “tem nenhuma proposta concreta de nenhum desses países”.

“O que nós temos é um plano de conseguir captar parceiros para a Sonangol, mas isso não nos impede de, enquanto isto não acontecer, de continuar com o projecto. O que pode acontecer é demorarmos mais tempo do que o previsto se não resolvermos a questão, mas parar não”, garantiu o responsável, à margem de uma visita de constatação às obras do projecto petrolífero.

Diamantino Azevedo referiu ainda que, até à presente data, a Sonangol detém 100% do capital da refinaria do Lobito, mas garantiu que o projecto está aberto à entrada de parceiros, sublinhando que têm estado a negociar, mas sem qualquer pressão.

Segundo uma nota do gabinete para os assuntos de comunicação institucional e imprensa do Presidente da República, as obras de construção da refinaria apresentam “níveis avançados, sendo possível, nesta altura, constatar uma percentagem significativas de processos na instalação dos tanques de armazenamento de outros equipamentos importantes para o seu funcionamento, cuja previsão de entrada em funcionamento aponta para 2027”.

O Governo garante que, até Julho de 2027, será alcançada a conclusão mecânica da refinaria do Lobito e em Dezembro do mesmo ano espera iniciar o processamento dos primeiros derivados. 

A refinaria do Lobito é um projecto da Sonangol (espera-se que seja a maior refinaria do país) com capacidade de processamento de 200 mil de barris de petróleo por dia.