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Angola participou da apresentação de estratégias

Quase 200 mil pessoas afectadas pela 
seca em Cabo Verde

ESTIAGEM. Situação dura há três anos e afecta 37% da população. 
Governo cabo-verdiano aplicou novo plano de estratégias de mitigação, num acto em 
que Angola esteve presente.

Quase 200 mil pessoas afectadas pela 
seca em Cabo Verde

 

A seca afecta 37% da população cabo-verdiana (196 mil pessoas), divulgou, recentemente, fonte do Ministério da Agricultura e Ambiente, adiantando que, além da mitigação dos efeitos, as autoridades estão a trabalhar na resiliência das famílias.

Os dados foram avançados à imprensa por Eneida Rodrigues, assessora do ministro da Agricultura e Ambiente e substituta do director-geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária, após um encontro em que apresentou a estratégia e os resultados de implementação do programa de mitigação da seca e do mau ano agrícola à ministra de Estado para a Área Social de Angola, Carolina Cerqueira.

Segundo a responsável, a seca que assola o país há três anos consecutivos está a afectar directa e indirectamente 37% da população, o que corresponde a cerca de 196 mil pessoas, a maioria das zonas rurais.

“Porque são essas pessoas que vivem sobretudo da agricultura e da pecuária, tanto na parte da produção, como também ligado a tudo o que é a agricultura, como o comércio e a produção agrícola”, referiu.

Há um programa de mitigação dos efeitos da seca e do mau ano agrícola que está a ser implementado há dois anos, mas Eneida Rodrigues informou que o terceiro já começou e vai contemplar a resiliência das famílias mais vulneráveis.

A assessora avançou que o programa vai incidir na mobilização de água, reutilização segura de águas residuais na agricultura, gestão da água, contingentação dos animais e reforço da capacidade de produção das famílias do meio rural.

A mesma fonte salientou que, apesar de ainda não ser da forma desejada, houve uma melhoria de comportamentos dos agricultores e criadores de gado com a seca, estando a aderir ao programa.

“Os agricultores já entenderam também que há que se fazer a poupança de água e estão a aderir, é claro que não da forma que nós gostaríamos, mas estão abertos e a aderir e isso para nós é muito bom”, salientou a responsável, garantindo que o governo vai continuar com o programa de sensibilização e formação dos agricultores e criadores.