Kopelipa  Vieira Dias

Kopelipa Vieira Dias

Uma análise da distribuição do crédito em Angola revela um paradoxo central da economia nacional. Apesar do crescimento nominal do financiamento bancário em 2025 — estimado em 22,6%, correspondente a cerca de 1,36 biliões de kwanzas — os desequilíbrios estruturais da economia permanecem praticamente inalterados.

A economia angolana encontra-se num momento de transição estrutural. O petróleo, que durante décadas sustentou o crescimento económico, as receitas fiscais e o financiamento do Estado, entra num ciclo de declínio gradual mas persistente. Este facto redefine as prioridades macroeconómicas do país e impõe a diversificação como imperativo estratégico, não apenas como opção de política pública.