AAIM SERÁ PROCLAMADA ESTA SEMANA

Associação quer promover inclusão financeira e combate à pobreza

24 Mar. 2021 (In) Formalizando

MICROFINANÇAS. Associação Angolana das Instituições de Microfinanças quer dinamizar o acesso ao microcrédito, micropoupanças e tornar o microsseguro uma realidade. Presidente Hélder Catombela espera boa vontade do executivo no fomento das microfinanças. AAIM vai ser tornada pública esta semana.

Associação quer promover inclusão financeira  e combate à pobreza

O presidente da Associação Angolana das Instituições de Microfinanças (AAIM), Hélder Catombela, defende o fomento de microfinanças por dispor de uma gama de soluções financeiras cujo foco principal é o segmento populacional com baixo poder de compra. Uma solução, acredita o dirigente associativo, que proporciona a redução da pobreza e a promoção da inclusão financeira. “Angola é classificada como estando no leque de países em vias de desenvolvimento e, por isso, são perceptíveis as dificuldades de natureza diversa, com realce para as do âmbito socioeconómico. Esta realidade leva a que a indústria de microfinanças, por vocação e responsabilidade, assuma papel e acção preponderantes no processo de alavancar as actividades geradoras de rendimento e potenciem a melhoria da qualidade de vida das famílias, mormente as mais carenciadas”, advoga.

O líder associativo lamenta a carência de instrumentos que dinamizem o funcionamento dos operadores, de forma a facilitar o acesso dos consumidores, no caso comerciantes precários e famílias, quer seja no microcrédito, na micropoupanças e outros serviços.

“Não há uma lei que regule o âmbito das instituições de microfinanças, que têm valências similares às de um banco com perfil 'micro'. E isto condiciona potenciais operadores a providenciarem serviços como micropoupanças, indispensável para a subsistência das famílias, microsseguros, que daria a mesma oportunidade à população com menor poder de compra aceder a serviços de saúde condignos, microleasing e inclusive ao microcrédito que ainda funciona em pequena escala”, lamenta.

Hélder Catombela queixa-se ainda do ambiente pouco favorável na “captação de recursos, quer sejam financeiros e técnicos, e nas incidências fiscais que acabam por encarecer o custo operacional e, consequentemente, o preço dos produtos. O dirigente associativo defende ser "necessário um exercício gigantesco para estimular a actividade industrial perante a ausência das Fintechs, instrumento de inclusão financeira exemplarmente adoptada pelo Quénia".

Já formalizada em Diário da República, a associação só se vai mostrar publicamente esta quarta-feira e espera servir de interlocutor para “aproximar os operadores aos entes públicos ou privados, buscar convergência em aspectos de natureza fiscal, técnica e na de recursos, bem como agregar valor ao Plano de Desenvolvimento Nacional.”

A associação tem como membros fundadores a Cooperativa de Crédito FAJE, Facilcred, Ginga Cred, Kif Crédito, KixiCrédito, Ned Crédito, Nespcred, Williete Crédito e Somicre.

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