MATHIOS RIGAS, CEO DA ENERGEAN

“A geologia de Angola continua a ser altamente atrativa, com um potencial inexplorado significativo”

Em entrevista exclusiva ao Valor Económico, poucos dias depois de comprar 31% das participações da Chevron nos blocos 14 e 14k, Mathios Rigas, CEO da Energean, defende que para um país, como Angola, com longa história no sector petrolífero, a oportunidade não reside apenas na exportação de hidrocarbonetos, mas na maximização do valor interno, na aceleração dos prazos de monetização e na garantia de que todos os recursos viáveis contribuam para o desenvolvimento nacional. Explica que a estratégia da sua empresa, de origem grega, centra-se nos recursos descobertos, desenvolvê-los de forma eficiente, gerar um forte fluxo de caixa e proporcionar valor ao país.

“A geologia de Angola continua a ser altamente atrativa, com um potencial inexplorado significativo”
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A Energean adquiriu, na semana passada, participações da Chevron em dois blocos.  Qual é o plano de investimento em Angola?

A aquisição de uma carteira de activos em produção na bacia de hidrocarbonetos de classe mundial em Angola, marcada por importantes descobertas recentes, representa um marco histórico para a Energean, no âmbito das nossas duas décadas de experiência como operadora em águas profundas na região Europa, Oriente Médio e África (EMEA). Angola, e especificamente o Bloco 14, oferece um potencial de crescimento significativo, particularmente na área do PKBB, que acreditamos conter oportunidades consideráveis para a exploração, avaliação e desenvolvimento adicionais.

A nossa prioridade imediata é garantir a longevidade da produção do Bloco 14 e o aumento da produção através do PKBB, desbloqueando valor adicional. Olhando para o futuro, vemos Angola como um pilar estratégico do crescimento da Energean na África Ocidental. Estamos empenhados em reforçar a nossa presença no país e em procurar novas oportunidades de investimento que apoiem as ambições de Angola de expandir a produção, maximizar o valor dos seus recursos e continuar a desenvolver o seu sector de petróleo e gás. A Energean aspira a tornar Angola um país central do nosso negócio.

 

O actual ambiente de negócio facilita a expansão?

Angola consolidou-se como um dos destinos de investimento mais atraentes no sector upstream africano. Os esforços contínuos do Governo para reforçar o quadro regulamentar, aumentar a transparência e apoiar parcerias internacionais têm atraído com sucesso empresas independentes líderes em E&P, a par das grandes petrolíferas. Isto cria um ambiente forte e dinâmico para o investimento responsável e o desenvolvimento.


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