BNA inclui moeda chinesa nas reservas: Economistas divididos entre o peso de Pequim e o baixo impacto imediato
O Banco Nacional de Angola (BNA) incluiu o Renminbi (yuan), a moeda chinesa, no cumprimento das Reservas Obrigatórias aplicáveis às Instituições Financeiras Bancárias em moeda estrangeira. Alguns economistas consideram a decisão “futurista” e afirmam que esta visa reduzir a dependência face ao dólar.
Para o BNA, doravante, as moedas elegíveis para o cumprimento das Reservas Obrigatórias em moeda estrangeira são o Dólar Norte-Americano (USD), o Euro (EUR), o Renminbi (CNY) e o Rand Sul-Africano (ZAR).
A medida do Banco Central, expressa na Directiva n.º 05/2026, visa consolidar as contas definidas para o cumprimento das Reservas Obrigatórias aplicáveis às Instituições Financeiras Bancárias, em moeda estrangeira, conforme disposto no Instrutivo n.º 02/26, de 30 de Junho, bem como ajustar os procedimentos de constituição e desmobilização das mesmas
O economista Heitor de Carvalho, por exemplo, não acredita que a decisão venha a ter uma influência significativa, por entender que apenas um ou outro banco terá reservas em moeda chinesa. O aumento das reservas junto do Banco Nacional de Angola, refere Heitor de Carvalho, será a via a encontrar para os bancos comerciais. Por isso, entende que a decisão foi tomada “para prevenir o futuro e não para efeitos imediatos significativos”.
Já Dilson Major, também economista, entende que a medida reflecte o peso da China como um dos maiores parceiros comerciais e financiadores de Angola, sublinhando que a directiva do BNA se enquadra na estratégia de modernização dos instrumentos de política monetária, visando facilitar as transacções entre os dois países e fortalecer o comércio.
O economista destaca, ainda, que um dos principais objectivos da medida é a facilitação das operações de comércio bilateral com a China, permitindo diversificar os activos de liquidez do sector bancário e reduzir a dependência exclusiva face ao dólar









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