Garantia do MINEA

Cabo Ledo sem energia alternativa há duas semanas: rede pública prometida apenas para Dezembro

A sede do município de Cabo Ledo e a localidade do Sangano (província do Icolo e Bengo) estão privados de energia de fonte alternativa, disponibilizado por um grupo geradores, há duas semanas.

Cabo Ledo sem energia alternativa há duas semanas: rede pública prometida apenas para Dezembro
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As duas localidades nunca tiveram energia elétrica, mas a Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE), para colmatar a situação instalou um grupo geradores para cobrir as duas zonas. A Zona, no passado não era muito habitada, mas devido a uma unidade das Forças Armadas De Angola (FAA) e alguns serviços municipais foi instalado um grupo gerador que passou a atender mais tarde o crescimento populacional destas duas zonas. A zona tem crescido de forma vertiginosa e com ela tem surgido a necessidade de se atender a população com energia da rede pública. O Valor Económico apurou que o combustível para abastecer, uma das zonas turísticas mais procuradas do país, a zona é suportado pela ENDE. 
Ao Valor Económico, o Ministério da Energia e Águas (MINEA) garante que Cabo Ledo e Sangano serão eletrificados com a rede pública em Dezembro deste ano.  
Por falta de cobertura da rede eléctrica, na sede municipal do Cabo Ledo e no Sangano, os habitantes destas localidades vivem dependentes de energia de fonte alternativa há vários anos. 
Alguns moradores da Zona de Cabo Ledo relatam que a localidade está sem energia de fonte alternativa há duas semanas. Nos dias em que há fornecimento, este acontece de forma faseada e por turnos: das 10 às 15 horas e das 18 às 23 horas. Esta situação, relatam as mesmas fontes, tem obrigado os moradores a permanecer longos períodos com os telemóveis desligados. Em muitos casos, a população é forçada a recorrer ao hospital local e à esquadra da Polícia Nacional para conseguir carregar as baterias dos aparelhos. 
Para reverter a situação, o MINEA sublinha que iniciada, em Fevereiro deste ano, a eletrificação de Cabo Ledo e Sangano, numa iniciativa que contempla a construção de uma Subestação de 20 MVA, uma Linha de Alta Tensão de 60 kV, redes de média e baixa tensão, iluminação pública e cerca de 2.600 ligações domiciliárias. 
O documento destaca, também, que no município da Quiçama os trabalhos de electrificação da Comuna da Muxima prosseguem a bom ritmo, onde se prevê a construção de uma Subestação de 60/30 kV com capacidade de 24 MVA, alimentada por uma Linha de Alta Tensão de 60 kV a partir da Subestação de Catete, estando a sua conclusão prevista para Abril de 2027. 
Aprovado por Despacho Presidencial nº 164/22, o projecto, além de Cabo Ledo, Sangano, Muxima e Mussulo contempla outras regiões do País, custando aos cofres do Estado 85,9 milhões de euros e foi entregue, por ajuste directo, à empresa Mark Cables Fze.