Dois anos depois, Angola continua retida na ‘lista cinzenta’ do GAFI
Passados 20 meses desde que o Governo assumiu, em Outubro de 2024, o compromisso político de alto nível para alinhar o seu sistema financeiro com os padrões internacionais, Angola continua sob vigilância do Grupo de Acção Financeira (GAFI).
Apesar dos esforços e das medidas das autoridades já implementadas para robustecer o regime financeiro, o país não conseguiu, para já, abandonar a chamada "lista cinzenta".
De acordo com o mais recente relatório do organismo internacional, intitulado "Jurisdições sob Monitorização Reforçada" e consultado pelo Valor Económico, o GAFI reconhece os avanços registados por Luanda, mas deixa avisos claros. Angola deve reforçar a fiscalização baseada no risco das entidades bancárias não financeiras e aperfeiçoar o controlo sobre as Actividades e Profissões Não Financeiras Designadas (DNFBPs).
O documento sugere também que o país continue a trabalhar com o GAFI para aperfeiçoar a supervisão baseada no risco das entidades bancárias não financeiras e das Empresas e Profissões não Financeiras Designadas (DNFBPs). Esta parceria permitirá, de acordo com o GAFI, a garantia de que as autoridades competentes tenham acesso adequado, preciso e oportuno às informações sobre beneficiários finais e que as violações das obrigações sejam devidamente tratadas, assim como a demonstração de um aumento nas investigações e processos de lavagem de dinheiro.
O documento assegura que o trabalho com o GAFI permite, igualmente, demonstrar a capacidade de identificar, investigar e processar o financiamento do terrorismo, a fim de implementar sanções financeiras direcionadas sem demora.
Além de Angola, fazem também parte da lista cinzenta do GAFI outros países africanos como Camarões, Costa do Marfim, RDC, Guiné e Sudão do Sul.









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