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OS ESTRANHOS QUE ‘PERSEGUEM’ A UNITEL E A MOVICEL

12 Nov. 2019 César Silveira Opinião

Assim fica cada vez mais difícil aceitar que o Governo está efectivamente apostado em fazer da transparência uma marca das suas acções e decisões. A entrega do negócio móvel da Angola Telecom para a total desconhecida… é apenas uma das muitas ‘bandeiras’ do Governo, que volta e meia cria situações para dar razão aos que resistem em aceitar que o Governo do MPLA tenha capacidade para fazer da falta da transparência uma realidade do passado.

Surgiram informações a apresentar a desconhecida empresa como uma sucursal da Multinacional Orascom e o negócio como uma ‘simples’ parceria e não uma venda, tentando desvalorizar-se um ‘negócio’ que conta com o aval do Presidente da República.

Mais empresas, nacionais e ou internacionais, decerto, gostariam de ter a oportunidade da Angorascom SA e, por isso, estavam as condições criadas para a realização de um concurso público. Ao não se optar por esta via, estão as condições criadas para se desconfiar do caminho que determinou o encontro entre a Angola Telecom e a até então desconhecida Angorascom, uma parceria que levanta saudades da então esquecida Telstar. Duas realidades que colocam a busca por concorrentes para a Movicel e a Unitel como uma oportunidade para o surgimento de estranhos e a segunda mais estranha que a primeira, uma vez que, com a Telstar, ainda era possível encontrar os seus registos em Diário da República, contrariamente à Angorascom.

César Silveira

César Silveira

Editor Executivo do Valor Económico