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À LUZ DA LEI DE VIDEOVIGILÂNCIA

Sistema fechado de televisão poderá ser obrigatório nos bancos

03 Dec. 2019 Valor Económico De Jure

SEGURANÇA ELECTRÓNICA. Até à promulgação da lei de videovigilância, PN é instada a estar mais próxima dos gerentes. Além de implementar o sistema de CCTV, medida obriga os bancos a recrutar especialistas para verificar estado emocional dos funcionários.

 

Sistema fechado de televisão poderá ser obrigatório nos bancos

Com o objectivo de garantir que as dependências bancárias estejam em condições de ​inibir e controlar os crimes, os bancos poderão ser obrigados, em breve, a implementar o sistema de circuito fechado de televisão, conhecido por CCTV.

A implementação da medida, que deverá ter início após a publicação oficial da Lei de Videovigilância, surge em resposta à onda de assaltos verificada em alguns bancos, no último trimestre deste ano. E, segundo o secretário de Estado do Interior para o Asseguramento Técnico e Infra-estruturas, Comissário-Chefe, Salvador José Rodrigues, visa, entre outros, melhorar a vigilância dentro e fora das instituições bancárias, assim como inibir a prática de acções criminosas e facilitar a investigação de eventuais crimes que venham a ser registados.

Salvador José Rodrigues, que falava numa reunião entre a Polícia Nacional (PN), empresas privadas de segurança e conselhos de administração das instituições bancárias e financeiras sediadas em Luanda, acredita que, com a referida lei, os órgãos do Ministério do Interior (Minint) terão necessidade de controlar quem entra e sai das instituições bancárias através do Centro Integrado de Segurança Pública. ​

Até à promulgação da Lei de Videovigilância, os comandantes municipais da PN foram instados a estarem mais próximos dos gerentes bancários, fornecendo-lhes os seus contactos telefónicos e das esquadras próximas às agências, ficando igualmente determinado que, após a publicação da lei, todas as instituições bancárias deverão ser obrigadas a implementar o sistema de CCTV, bem como recrutar especialistas para averiguar o estado emocional dos colaboradores das agências.

A PN orientou também que as armas de guerra usadas pelas empresas privadas de segurança deverão ser substituídas por armas de calibre inferior a ser determinado pelas autoridades do Minint.