Conclusão de um estudo sobre sal

70% do sal no país usa iodo inadequado

 

MERCADOS. Pesquisa abrangeu cinco províncias com os especialistas a recomendarem a revisão do programa governamental de iodização do sal.

70% do sal no país usa iodo inadequado

Setenta por cento do sal consumido em Angola não tem iodo ou, quando tem, é inadequado. A conclusão é de um estudo realizado em 2019, em cinco províncias: Luanda, Kwanza-Sul, Bié, Moxico e Cunene. De acordo com a pesquisa, na generalidade, a qualidade de iodização do sal nas principais empresas produtoras e fornecedoras de sal era “inadequada”.

O trabalho de pesquisa é uma iniciativa do Ministério da Agricultura e Pescas, em colaboração com o Ministério da Saúde, e teve como suporte técnico uma equipa da Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto. Denominado ‘Estudo do Iodo no Sal Consumido pela População em Angola’, a pesquisa conclui que Angola necessita de reforçar os mecanismos de controlo e fiscalização junto das salinas para a iodização do sal.

O iodo é uma substância fundamental que assegura a formação do sistema nervoso, crescimento e desenvolvimento humano e animal.  Em crianças, a falta desta substância pode causar danos no cérebro, diminuição de capacidade de assimilação, nados mortos, atraso no crescimento físico e, em adultos, pode causar letargia, alterações da pele, sonolência, bócio, entre outros problemas.

O estudo também conclui que a concentração de iodo em mulheres em idade fértil, na sua maioria, era inadequada.

 

PROGRAMA DE IODIZAÇÃO PRECISA SER REVISTO

Angola precisa de rever o seu programa de iodização do sal, recomendam especialistas que trabalharam na pesquisa. Esta revisão deve contar com o envolvimento das empresas produtoras e distribuidoras.

Os peritos recomendam também que se estabeleça um programa de avaliação e monitoria da iodização do sal. Foi recomendado também o reforço do controlo de titulação do iodo no sal nas empresas produtoras e dos critérios de importação e de produtos salinizados.

O estudo abrangeu 2.250 agregados familiares e teve como população-alvo mulheres, com idade fértil, entre os 15 e os 45 anos de idade.

 

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