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Djeff é produtor a firmar-se no exterior

“A música electrónica em Angola evoluiu muito nos últimos anos”

MÚSICA. É dos DJ mais destacados em Angola. Actualmente é convidado a tocar nalgumas festas ‘mais importantes’ da Europa, com actuações memoráveis em eventos icónicos. Djeff, em entrevista ao VALOR, partilha a paixão que tem pela música e admite ser mais valorizado no exterior do que em Angola.

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Como surgiu o interesse pela música? Especificamente, pela música electrónica.

Sempre fui apaixonado por música desde pequeno. O meu pai era militar e passou muito tempo no mar, a viajar. Sempre que voltava, trazia-me música de diversos estilos, então, desde cedo, habituei-me a ouvir diferentes estilos em casa. Já a paixão pela música electrónica, foi através da minha irmã. Ela comprava muitas cassetes e ouvia as músicas a alto e bom som, enquanto arrumava a casa. Um dia, houve um tema que se fixou na minha mente e, desde aí, nunca mais larguei…

Em algum momento teve dificuldades por querer se firmar como DJ?

Não tive dificuldade nenhuma pois era algo que, quando descobri, sabia que era isso que queria fazer para o resto da minha vida. A única ‘batalha’ foi conseguir que os meus pais aceitassem essa profissão quando ainda era muito novo e tudo isto não passava de um sonho.

Como vê a música electrónica em Angola?

A música electrónica em Angola evoluiu muito nos últimos anos, já temos vários produtores e DJ a tocar, portanto, agora só falta desenvolver mais.

Qual foi o momento mais emocionante até agora que viveu na profissão?  

Já tive vários, mas, sem dúvida, que a primeira vez que toquei com o meu ídolo, Erick Morillo, foi muito especial. É alguém que já me inspira há tantos anos. Ter a oportunidade de dividir a cabine com ele é sempre algo que me faz acreditar que se lutarmos e trabalharmos a sério pelos nossos sonhos, é possível alcançá-los.

Muitos que acompanham o seu trabalho, consideram-no o representante angolano da música electrónica no exterior. Considera-se assim?

Limito-me apenas a fazer o meu trabalho. Era algo pensado desde o início e sempre foi o meu principal objectivo, ser um artista internacional. Acredito que seja uma referência para muitos outros artistas e também para o povo angolano. Actualmente, passo a maior parte do tempo a viajar, tenho a oportunidade de fazer o que mais gosto, portanto, acho que isso é o mais importante.  

Como consegue conciliar a música com o resto da sua vida?

A música é a minha vida (risos). O importante é saber que existe tempo para trabalhar, mas também para viver. Apesar de achar que nunca tive de trabalhar um único dia na vida, porque amo o que faço, tenho de encarar que isto é o meu trabalho e tenho horas para o fazer, para depois então poder aproveitar o meu tempo para viver a vida de forma ‘normal’, como qualquer cidadão.

Filho da música

Tiago Barros nasceu há 35 anos, em Alverca do Ribatejo, em Portugal. Adoptou o nome artístico e é como Djeff que passou a ser conhecido e estimado em diversos países do mundo, tocando regularmente em França, Inglaterra, Grécia, Holanda, Itália, Croácia e Martinica, nas Caraíbas.

Djeff é DJ e produtor musical luso-angolano, que se orgulha nas origens cabo-verdianas herdadas do pai e angolanas provenientes da mãe. Por isso, para si, “Portugal é casa, Cabo-Verde é família e Angola é única”, é assim que caracteriza o seu ADN, sempre com um sorriso no rosto, quando o faz.

Tem a sorte de não só ter escolhido a profissão, como ter sido escolhido por ela. Curiosamente, os pais conheceram-se numa festa, ao ritmo de boa música e assim, ficou escrito que, algures, no futuro, tocar e criar música seria o destino do filho mais novo.

“A música electrónica em Angola evoluiu muito nos últimos anos”

Como surgiu o interesse pela música? Especificamente, pela música electrónica.

Sempre fui apaixonado por música desde pequeno. O meu pai era militar e passou muito tempo no mar, a viajar. Sempre que voltava, trazia-me música de diversos estilos, então, desde cedo, habituei-me a ouvir diferentes estilos em casa. Já a paixão pela música electrónica, foi através da minha irmã. Ela comprava muitas cassetes e ouvia as músicas a alto e bom som, enquanto arrumava a casa. Um dia, houve um tema que se fixou na minha mente e, desde aí, nunca mais larguei…

Em algum momento teve dificuldades por querer se firmar como DJ?

Não tive dificuldade nenhuma pois era algo que, quando descobri, sabia que era isso que queria fazer para o resto da minha vida. A única ‘batalha’ foi conseguir que os meus pais aceitassem essa profissão quando ainda era muito novo e tudo isto não passava de um sonho.

Como vê a música electrónica em Angola?

A música electrónica em Angola evoluiu muito nos últimos anos, já temos vários produtores e DJ a tocar, portanto, agora só falta desenvolver mais.

Qual foi o momento mais emocionante até agora que viveu na profissão?  

Já tive vários, mas, sem dúvida, que a primeira vez que toquei com o meu ídolo, Erick Morillo, foi muito especial. É alguém que já me inspira há tantos anos. Ter a oportunidade de dividir a cabine com ele é sempre algo que me faz acreditar que se lutarmos e trabalharmos a sério pelos nossos sonhos, é possível alcançá-los.

Muitos que acompanham o seu trabalho, consideram-no o representante angolano da música electrónica no exterior. Considera-se assim?

Limito-me apenas a fazer o meu trabalho. Era algo pensado desde o início e sempre foi o meu principal objectivo, ser um artista internacional. Acredito que seja uma referência para muitos outros artistas e também para o povo angolano. Actualmente, passo a maior parte do tempo a viajar, tenho a oportunidade de fazer o que mais gosto, portanto, acho que isso é o mais importante.  

Como consegue conciliar a música com o resto da sua vida?

A música é a minha vida (risos). O importante é saber que existe tempo para trabalhar, mas também para viver. Apesar de achar que nunca tive de trabalhar um único dia na vida, porque amo o que faço, tenho de encarar que isto é o meu trabalho e tenho horas para o fazer, para depois então poder aproveitar o meu tempo para viver a vida de forma ‘normal’, como qualquer cidadão.

Filho da música

Tiago Barros nasceu há 35 anos, em Alverca do Ribatejo, em Portugal. Adoptou o nome artístico e é como Djeff que passou a ser conhecido e estimado em diversos países do mundo, tocando regularmente em França, Inglaterra, Grécia, Holanda, Itália, Croácia e Martinica, nas Caraíbas.

Djeff é DJ e produtor musical luso-angolano, que se orgulha nas origens cabo-verdianas herdadas do pai e angolanas provenientes da mãe. Por isso, para si, “Portugal é casa, Cabo-Verde é família e Angola é única”, é assim que caracteriza o seu ADN, sempre com um sorriso no rosto, quando o faz.

Tem a sorte de não só ter escolhido a profissão, como ter sido escolhido por ela. Curiosamente, os pais conheceram-se numa festa, ao ritmo de boa música e assim, ficou escrito que, algures, no futuro, tocar e criar música seria o destino do filho mais novo.