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AAVIL admite falência de avicultores

25 Dec. 2019 Economia / Política

PRODUÇÃO NACIONAL. Presidente da Associação de Avicultores de Luanda (AAVIL) justifica o problema com “a falta de divisas para a importação de matéria-prima que o país ainda não produz com fartura”. Aldeia Nova e Kikovo, entretanto, garantem estar a produzir sem problemas.

AAVIL admite falência de avicultores

 

A capacidade da produção nacional de cobrir o consumo de ovo pode estar já abaixo dos 70% e reduzir ainda mais nos próximos tempos, segundo o presidente da Associação de Avicultores de Luanda (AAVIL), que dá conta do encerramento de muitas empresas, face às dificuldades de acesso à matéria-prima.

Rui Santos, responsável da AAVIL, referiu que “o milho, a soja e a farinha de peixe de produção local são manifestamente insuficientes para cobrir as necessidades dos produtores”, o que “está a levar à redução dos efectivos de poedeiras e à paralisação de um número significativo, mas ainda indeterminado de aviários do país”. “Cobríamos 70% do consumo interno, mas com o agravamento das dificuldades, sobretudo nos últimos dois anos, a tendência tem sido cada vez mais negativa”, constata o empresário que apela ao “estímulo da produção interna, estabelecendo uma quota para reduzir os défices, e valorizando o produto angolano”. Rui Santos calcula que “cerca de 50 produtores nacionais, entre os quais 15 membros da AAVIL estão desanimados”.

Sendo que “a situação é mesmo crítica”, o empresário  assegura que a associação que representa “está a fazer um profundo levantamento cujos resultados serão apresentados em breve”.

No entanto, o director do projecto Aldeia Nova, Kobi Trivizki, não vê “nenhum problema”, já que “a produção se mantém estável nos 250 mil ovos diários”, porém, menos 50 mil unidades da capacidade instalada. “A Aldeia Nova não tem problema”, reforça. Confrontando com a dificuldades de as empresas atenderem à procura que se regista neste período da quadra festiva, Trivizki sublinha que “a grande ‘maka’ é o facto de em Angola as pessoas procurarem os ovos apenas em Dezembro”.

Quem também se coloca fora das dificuldades é a empresa Kikovo que, de acordo com a sua administradora Elizabeth Santos, continua com uma produção diária de um milhão de ovos.