Incluindo com Moçambique

África do Sul encerra 20 fronteiras terrestres

13 Jan. 2021 Mundo

O presidente da República da África do Sul anunciou que vai encerrar 20 postos de fronteiras terrestres, incluindo o de Lebombo, na divisão com Moçambique, até meados de Fevereiro, para reduzir o contágio pela covid-19.

África do Sul encerra 20 fronteiras terrestres

"Isso expôs muitas pessoas à infecção, enquanto esperavam para serem processadas, e tem sido difícil garantir a aplicação dos requisitos de saúde para entrada na África do Sul, com muitas pessoas a chegarem sem o teste à covid-19", disse Ciryl Ramphosa, numa comunicação ao país.

O chefe de Estado referiu que, "para reduzir o elevado nível de transmissão do vírus", a principal fronteira com Moçambique, juntamente com mais 19 postos de fronteiras terrestres, vão encerrar até 15 de Fevereiro, para "entradas e saídas gerais". "Entre os quais se inclui os seis postos de fronteira mais movimentados, que são Beitbridge, Lebombo, Maseru Bridge, Oshoek, Ficksburg e Kopfontein", declarou.

"Todavia, as pessoas serão autorizadas a entrar ou sair do país através das fronteiras terrestres apenas em circunstâncias restritas, nomeadamente, para transporte de combustível, de mercadorias, atendimento médico de emergência, retorno de cidadãos sul-africanos e residentes permanentes ou outros com visto válido, saída de estrangeiros, diplomatas e estudantes de países vizinhos na África do Sul", salientou.

A medida não afecta os voos internacionais que continuam a ser permitidos no âmbito das medidas de confinamento de nível 3, anunciadas a 28 de Dezembro, pelo chefe de Estado sul-africano, explicou à Lusa fonte governamental. O presidente Ramaphosa disse que o seu executivo decidiu alargar as normas de confinamento de nível 3 até 15 de Fevereiro, alterando o recolher obrigatório, que passa a ser das 21:00 até às 05:00, frisando que a venda de álcool continua a ser proibida no país.

Na fase 3 do programa de vacinação contra a covid-19 anunciado, a África do Sul prevê vacinar cerca de 22,5 milhões de pessoas, segundo Ramaphosa. Teremos então alcançado cerca de 40 milhões (67%) de sul-africanos, o que é considerado imunidade de grupo", referiu.

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