“As leis em Angola são muito adequadas para o desenvolvimento do negócio de leasing”

É especialista internacional com experiência de processo de leasing em países em vias de desenvolvimento em África, América Latina e Médio Oriente. Na sua primeira vinda a Luanda, Rafael Castillo vem como consultor do programa do Governo financiado pelo Banco Mundial, o “Diversifica Mais”. Diz ter o desafio de convencer os bancos comerciais e os mais variados produtores a massificar o serviço de leasing, pois entende ser um instrumento que poderá contribuir de forma significativa na diversificação da economia do país.

“As leis em Angola  são muito adequadas  para o desenvolvimento  do negócio de leasing”
Mário Mujetes

Está em Angola para trabalhos de consultoria no programa ‘Diversifica Mais’, a convite do Banco Mundial. É a primeira vez em África?

Trabalho com o Banco Mundial em diferentes projectos. A minha história com o Banco Mundial começou em 2006, quando fui designado membro da junta de assessoria da UNIDROIT, que é uma agência das Nações Unidas que tem a função de unificar o direito privado internacional. Uma instituição interessante porque a UNIDROIT e a FAO são as duas únicas instituições que sobreviveram na Liga das Nações que foi dissolvida em 1945 e deu lugar à Organização das Nações Unidas. A UNIDROIT produziu muitos instrumentos de unificação do direito privado. Dois desses instrumentos são relativos ao leasing. A Convenção de Leasing de Ottawa, de 1988, e a Lei Modelo de Leasing, de 2008. O processo de discussão e adopção da lei modelo do leasing foi também financiado pelo Banco Mundial. A minha primeira missão foi em Madagascar e o sucesso de Madagascar levou-me para a Tanzânia, depois enviaram-me para o Gana, Ruanda, Camarões e depois para o Médio Oriente.

 

E qual é a apreciação que tem de África no que concerne à matéria de leasing?

Também estive no Quénia. Depois de saberem que a Tanzânia tinha uma lei de leasing em que prestei consultoria, contrataram-me para um processo similar. Mas chegamos à conclusão que não precisavam de uma lei específica, só algumas mudanças à lei. O Quénia tem um sistema de leasing muito avançado, como a Nigéria também. Estamos a trazer esta experiência que se aprendeu em lugares onde não existe uma contabilidade para todas as empresas, onde há muita informalidade nos negócios. Tudo isso torna possível o desenvolvimento do leasing. O leasing é muito importante porque desempenha duas funções. Primeiro, cada vez que uma empresa de leasing compra um equipamento, está a aumentar a formação de capital fixo, da economia. Cada vez que uma empresa compra um equipamento, está a pagar impostos ao fisco, a gerar mais emprego.

 

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