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A partir de hoje

BNA disponibiliza 50 milhões de dólares por dia

02 Dec. 2019 Mercado & Finanças

O Banco Nacional de Angola (BNA) vai colocar à disposição dos bancos comercias, a partir de hoje, 50 milhões de dólares por dia, para desencorajar a tendência da subida da taxa de câmbio, que se verifica em vésperas da quadra festiva.

BNA disponibiliza 50 milhões de dólares por dia

Ao todo, serão colocados à venda em leilão, até sexta-feira, 250 milhões de dólares, devendo a instituição divulgar, no termo de cada sessão, o montante efectivado, as taxas de câmbio mínima, média e máxima e o número de participantes, refere um comunicado do BNA.

A Medida insere-se nos esforços de estabilização da taxa de câmbio e de redução do diferencial entre as taxas dos mercados oficial e paralelo.

Na sexta-feira, após uma reunião do Comité de Política Monetária do BNA, o governador daquela instituição, José de Lima Massano, anunciou um conjunto de medidas, algumas em execução e outras por implementar a partir de Janeiro, destinadas a normalizar o mercado cambial.

Uma das medidas anunciadas pelo governador do BNA é a retirada progressiva do banco central do mercado cambial, deixando para os bancos comerciais o negócio de aquisição de moedas estrangeiras às companhias petrolíferas.
“Desde 2014 que as companhias petrolíferas passaram a vender moeda de que necessitam para corresponder a pagamentos a residentes cambiais ao Banco Nacional de Angola”, disse o governador, estimando essa quantia em 240 a 250 milhões de dólares (217,8 milhões a 226,9 milhões de euros) por mês.

“A nossa intenção é, o mais cedo possível, passarmos estas operações para o mercado secundário (bancos comerciais) permitindo uma relação mais directa entre estes participantes, mas termos também o Banco Nacional de Angola a sair progressivamente de um espaço que não lhe pertence”, enfatizou o mesmo responsável.

E José de Lima Massano acrescentou: “O BNA não tem essa vocação, não é sua missão intervir diariamente no mercado cambial, comprando ou vendendo divisas. Temos de deixar o mercado funcionar”.