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Dívida pública da Rússia no 'lixo'.

Conflito leva Standard & Poor's a descer 'rating' da Rússia e da Ucrânia

26 Feb. 2022 Mundo

A agência de notação financeira Standard & Poor's desceu o 'rating' da Rússia e da Ucrânia em um nível para cada país, devido à intervenção militar em curso, colocando a dívida pública da Rússia no 'lixo'.

Conflito leva Standard & Poor

"A intervenção militar da Rússia na Ucrânia motivou fortes sanções internacionais, incluindo em grandes áreas do sistema bancário russo", explica a S&P na nota que acompanha a decisão, anunciada na sexta-feira à noite, na qual o 'rating' da Rússia passa a ser considerado especulativo.

"Acreditamos que as sanções anunciadas podem ter um efeito directo significativo e repercussões na actividade económica e comercial, na confiança dos consumidores e na estabilidade financeira, e também antecipamos que as tensões geopolíticas tenham impacto na confiança do sector privado, atingindo o crescimento económico", acrescenta a agência de notação financeira.

No texto que desce a opinião sobre a qualidade do crédito soberano da Rússia de BBB- para BB+, ou seja, para o nível de recomendação de não investimento, 'lixo' ou 'junk', como é normalmente conhecido, a S&P aponta que "existe uma enorme incerteza sobre a evolução do conflito geopolítico e a possibilidade de sanções adicionais, bem como sobre o resultado derradeiras repercussões financeiras das restrições actuais".

Para além de colocar a Rússia em 'Creditwatch negativo', ou seja, mantendo o processo de revisão do 'rating' aberto com possibilidade de novas descidas, a S&P anunciou também que desceu o 'rating' da Ucrânia em um nível, de B para B-, afundando a opinião do país ainda mais para território negativo.

"O assalto militar da Rússia à Ucrânia coloca riscos para o crescimento económico, estabilidade financeira, posição externas e finanças públicas, por isso descemos o 'rating' da moeda local e externa para B-, colocando-o em 'Creditwatch negativo'", lê-se na nota divulgada ao mesmo tempo que a descida do 'rating' da Rússia.

 

                                                                                                                     Lusa