Relatório do Tribunal de Contas

Detectadas irregularidades na gestão de Paixão Júnior no BPC

05 Oct. 2020 Mercado & Finanças

Um relatório de auditoria do Tribunal de Contas atribui à gestão de Paixão Júnior no Banco de Poupança e Crédito (BPC) investimentos ruinosos entre 2010 e 2016, noticia o jornal de Angola.

Detectadas irregularidades na gestão de Paixão Júnior no BPC

De acordo com o documento do Tribunal de Contas ao BPC, SA, no período 2017-2018, entre os investimentos estão imóveis, terrenos e prejuízos na conversão em moeda nacional de contratos celebrados em moeda estrangeira, cuja taxa de câmbio se revelou desfavorável ao BPC num período de maior pressão cambial, além de conflitos de interesse e negócios consigo próprio.

Ao antigo PCA do BPC, exonerado do cargo a 3 de Outubro de 2016, pelo ex-Presidente José Eduardo dos Santos, depois de 17 anos a dirigir o banco (1999), são atribuídos conflitos de interesse e negócios consigo mesmo na venda ao banco, que geria, de um terreno com 3.300 metros quadrados no Zango 3, no valor de um milhão e 600 mil dólares, uma vez que era herança familiar e Paixão Júnior um dos herdeiros.

O terreno foi vendido pela empresa July & Filhos, pertencente a um irmão de Paixão Júnior.

O preço de 484 dólares por metro quadrado praticado na venda do terreno, segundo o relatório citado pelo Jornal de Angola, era cinco vezes mais em relação à média dos terrenos no mercado. 

O documento do Tribunal de Contas esclarece que, depois de ser exonerado, Paixão Júnior autorizou e mandou executar a aquisição à empresa Mazzarati de um terreno de 300 hectares na Barra do Dande, no Bengo, no valor de superior a 40,4 milhões de dólares, não previsto no orçamento.

A aquisição foi feita pelo então subdirector da Direcção Comercial, João Paixão, a 3 de Outubro de 2016. Esta aquisição teve como base um contrato assinado apenas por Paixão Júnior, havendo ilegitimidade na execução, por ser necessária a assinatura de dois administradores para obrigar validamente o banco.

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