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Instituto Nacional de Estatística

Estudo aponta pobreza em quase um terço dos municípios em Angola

27 Nov. 2019 Economia / Política

Dados de um estudo apresentado esta terça-feira em Ondjiva, no Cunene, dão conta que cerca de um terço (precisamente 65) dos 164 municípios que compõem as 18 províncias apresenta incidência de pobreza multidimensional na ordem dos 90 por cento.

Estudo aponta pobreza em quase um terço dos municípios em Angola

De acordo com a representante do Instituto Nacional de Estatística (INE), Eliana Quintas, o estudo identificou 65 municípios do país, mais pobres no domínio dos serviços de saúde, saneamento básico, registo civil, acesso à educação e à água potável.

O estudo mostra que o agravamento da pobreza em Angola tem que ver ainda com a elevada taxa de desemprego nos jovens e adultos, bem como a dependência e a qualidade habitacional.

O relatório inclui quatro dimensões-chave da pobreza na perspectiva multidimensional com 11 indicadores, baseados em resultados definitivos do Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH) realizado em 2014, e indica que nove em cada 10 pessoas nestes municípios são pobres.

O representante do Programa das Nações Unido para o Desenvolvimento (PNUD), Lourenço Massidi, disse que a criação de um Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) nacional, com indicadores específicos para Angola, pode ser um complemento ao IPM global já existente, que permitirá a comparabilidade entre os países.

O estudo teve inicio a 19 de Março deste ano, numa parceria entre o PNUD, INE e a Oxford Poverty and Human Development Initiative (OPHI) da Universidade de Oxford, da Inglaterra.

Teve como objectivo identificar o nível de pobreza por cada município e agrupa-los dentro de classificações tecnicamente robustas e úteis para facilitar o Executivo na distribuição do Orçamento Geral do Estado (OGE).

Segundo resultados do Índice de Pobreza Multidimensional global, um de cada dois angolanos vive na pobreza multidimensional, com uma taxa de pobreza de 88,2 por cento nas áreas rurais e 29,9 por cento nas áreas urbanas.