Afirma ministra das Finanças

Prolongamento do alívio da dívida é essencial para sobrevivermos

14 Oct. 2020 Economia / Política

A ministra das Finanças disse nesta terça-feira, que o objectivo principal na preparação do Orçamento para 2021 é manter a dívida sustentável e ter mais espaço orçamental para melhorar a vida da população.

Prolongamento do alívio da dívida é essencial para sobrevivermos

“O objectivo principal é honrar a confiança que recebemos do conselho de administração do Fundo Monetário Internacional (FMI), com o desembolso de mais fundos. Vamos manter-nos muito conservadores e prudentes para garantir que continuamos focados em manter a dívida sustentável, é o nosso principal foco”, disse Vera Daves durante uma conversa com o director do departamento africano do FMI, na qual foi questionada sobre as prioridades e os desafios do próximo Orçamento.

Na ‘Conversa de Governadores’, em que respondeu a perguntas lançadas por Abebe Aemro Selassie, no âmbito dos Encontros Anuais do FMI, que decorrem este ano em formato virtual, a governante salientou a grande incerteza que rodeia a preparação do documento e garantiu que o derradeiro objectivo é melhorar as condições de vida dos angolanos.

“Estamos a trabalhar com o FMI no cenário macroeconómico, lidamos com muita incerteza, não sabemos se haverá vacina este ano, se teremos uma segunda vaga de infecções, e isto torna as premissas macro muito desafiantes”, explicou a governante.

“Queremos manter a consolidação orçamental e garantir que temos um orçamento completamente financiado, não é uma tarefa fácil com tantos desafios sociais, mas trabalhamos muito e por isso é tão importante termos tempo para tratar daqueles que não podem tratar de si sozinhos, e para isso precisamos de mais espaço orçamental para a nossa prioridade, que no final de contas é dar melhores condições ao povo angolano”, salientou a governante.

Para Vera Daves, as grandes linhas que definem o próximo orçamento serão marcadas pela necessidade de gastar em áreas que garantam que os obstáculos ao desenvolvimento são eliminados e, por outro lado, gerir a pressão na despesa.

“Temos os instrumentos necessários, e temos de gerir a pressão na despesa e o desempenho da receita para assegurar a sustentabilidade da dívida”, concluiu a governante.

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