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administradora da Bodiva, Cristina Lourenço.

Quatro empresas poderão estrear-se este na bolsa de valores

19 May. 2022 Mercado & Finanças

Pelo menos quatro empresas poderão ser cotadas na bolsa ainda este ano, todas ligadas à banca e ao sector do petróleo, disse hoje uma responsável da Bodiva, indicando que há 15 potenciais interessadas.

Quatro empresas poderão estrear-se este na bolsa de valores

Somoil (Sociedade Petrolífera Angolana), Acrep-Exploração Petrolífera e banco Millenium Atlântico são as empresas mais bem posicionadas para entrar em bolsa este ano, a par do Banco Angolano de Investimento (BAI), que se estreia em 09 de Junho, marcando o início da negociação do mercado de capitais em Angola, segundo a administradora da Bodiva, Cristina Lourenço.

A Bodiva tem estado a trabalhar directamente com empresas, explicando o processo de admissão à negociação e dando formação no mercado de capitais, revelou a administradora durante uma sessão de esclarecimento da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (Bodiva) sobre a oferta pública de venda do BAI, que se tornará a primeira cotada da bolsa, oito anos depois desta entrar em funcionamento

"Já conseguimos formar, pelo menos, 15 empresas que estão interessadas em entrar na bolsa", referiu Cristina Lourenço, afirmando que estão sobretudo ligadas ao sector da banca, petróleo e seguros.

"São estas empresas que têm demonstrado maior interesse, bem como preparação, para cumprir os requisitos" de admissão, disse.

Os futuros emitentes terão de cumprir alguns requisitos, nomeadamente terem actividade há três anos, um capital mínimo para dispersão de 5% e uma capitalização bolsista não inferior a 500 milhões de kwanzas, sendo também obrigatória a divulgação do relatório e contas.

"Temos outras empresas ainda na 'pipeline', no horizonte de dois a três anos, mas a informação ainda não é pública. É um caminho que algumas empresas já estão a percorrer, é um processo que demora pelo menos um ano a preparar a nível interno", sublinhou Cristina Lourenço, sem revelar os outros potenciais cotadas no futuro.

                                                                                                                                Lusa