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Arranque das obras previsto para o próximo ano

Reabilitação da Edipesca vai custar 57 milhões de dólares

28 Nov. 2019 Economia / Política

As obras de reabilitação e recuperação da Empresa Distribuidora dos Produtos da Pesca (Edipesca) de Luanda, avaliadas em 57 milhões de dólares, têm início no primeiro trimestre de 2020, com financiamento do Banco de Exportação e Importação (Eximbank) da Coreia do Sul.

Reabilitação da Edipesca vai custar 57 milhões de dólares

A informação foi avançada esta quarta-feira pela ministra das Pescas e do Mar, Maria Antonieta Baptista, aos deputados da 5.ª Comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional, no âmbito da discussão da proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE) 2020.

As obras só não começam este ano, devido a um contratempo registado na altura da contratação da empresa de consultoria coreana, uma questão que já está a ser resolvida, de acordo com a governante.

À governante foi-lhe colocada a questão da razão da Edipesca constar do OGE 2020, quando, para um dos deputados, a empresa já estaria privatizada.

Esclareceu que o valor da Edipesca de mais de mil milhões, 24 milhões e 81 mil e 481 kwanzas, corresponde aos 5% de comparticipação do Estado angolano em torno da referida linha de crédito do Eximbank da Coreia do Sul, que tem um período de carência de 10 anos a ser pago em 40 anos.

Numa primeira fase, a Edipesca era apenas uma, mas depois foi fraccionada em duas, a do Namibe e a de Luanda, esta em avançado estado de degradação.

A ministra deixou claro que a mesma não será privatizada, com vista a garantir a cadeia do valor das pescas.

A Edipesca vai continuar a existir uma vez que tem a missão de delinear as políticas e estratégias para o estabelecimento de uma rede normal de distribuição de pescado, avançou a ministra.

A Edipesca tem sob sua responsabilidade 10 entrepostos frigoríficos construídos pelo Ministério das Pescas e do Mar e cinco outros de tutela privada, além de alguns ainda em construção e outros tantos espalhados pelo país, que vão ajudando a distribuir o pescado.

Com a recuperação deste “gigante” prevê-se o surgimento de novos projectos, para permitir o aumento da capacidade de processamento do pescado.

Com o referido financiamento, a Edipesca vai ampliar a capacidade de processamento de 1.800 toneladas para três mil/ano, além de aumentar a capacidade em termos de pescado e câmaras frigoríficas.

O projecto de recuperação prevê a instalação de salas de processamento de peixe, um camião de frio e assistência técnica para formação de quadros.