Reforçar o consenso entre civilizações e construir em conjunto um futuro melhor

17 Jun. 2026 Opinião

No dia 10 de junho, assinala-se o segundo Dia Internacional para o Diálogo entre as Civilizações, estabelecido pelas Nações Unidas.

Em março de 2023, o Presidente da República Popular da China, Xi Jinping, com visão estratégica e sentido de responsabilidade perante o futuro da humanidade, apresentou a Iniciativa para a Civilização Global, visando superar confrontos ideológicos e promover a paz e o desenvolvimento mundial. Em junho de 2024, a 78.ª Sessão da Assembleia.

Reforçar o consenso entre civilizações  e construir em conjunto um futuro melhor
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No dia 10 de junho, assinala-se o segundo Dia Internacional para o Diálogo entre as Civilizações, estabelecido pelas Nações Unidas.

Em março de 2023, o Presidente da República Popular da China, Xi Jinping, com visão estratégica e sentido de responsabilidade perante o futuro da humanidade, apresentou a Iniciativa para a Civilização Global, visando superar confrontos ideológicos e promover a paz e o desenvolvimento mundial. Em junho de 2024, a 78.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas adotou por consenso uma resolução proposta pela China, instituindo o dia 10 de junho de cada ano como o “Dia Internacional para o Diálogo entre as Civilizações”, uma importante medida para concretizar a referida Iniciativa.

O mundo conta com mais de 200 países e regiões e mais de 2.500 grupos étnicos. Ao longo da história, os povos criaram civilizações esplêndidas e diversificadas, que coexistem e se complementam, conferindo riqueza e vitalidade à nossa aldeia global e formando uma comunidade de futuro compartilhado para toda a humanidade.

Atualmente, as transformações sem precedentes de um século aceleram-se, enquanto conflitos geopolíticos persistem em várias partes do mundo. O recurso à força não trouxe segurança, as sanções agravaram os antagonismo e a falta de diálogo empurra o mundo para uma situação cada vez mais perigosa. O desenvolvimento das civilizações humanas enfrenta desafios sem precedentes. Como salientou o Presidente Xi Jinping, a prosperidade das civilizações e o progresso da humanidade sempre dependem do intercâmbio e da aprendizagem mútua entre diferentes culturas. Hoje, mais do que nunca, é necessário substituir o isolamento pelo diálogo e superar os conflitos através da compreensão mútua entre as civilizações.

O ano de 2026 marca o 70.º aniversário do início das relações diplomáticas entre a China e África, e foi designado como o Ano dos Intercâmbios Culturais entre os Povos China–África. No dia 8 de janeiro, o Presidente Xi Jinping enviou uma mensagem de felicitação à cerimónia de abertura desta iniciativa, incentivando o aprofundamento da amizade entre os povos da China e de África. Os abundantes frutos alcançados pelo diálogo entre as civilizações da China e de Angola constituem a melhor demonstração deste espírito.

O diálogo entre as civilizações da China e de Angola tem as suas raízes na tradição histórica de solidariedade e apoio mútuo. Desde o firme apoio da China à luta do povo angolano pela independência nacional até à elevação das relações bilaterais ao nível de Parceria de Cooperação Estratégica Global, em 2024, a amizade sino-angolana tem resistido ao teste do tempo e se tornado cada vez mais sólida. Os dois países apoiam-se mutuamente nas questões relacionadas com os seus interesses fundamentais. A China apoia o povo angolano na escolha independente de um caminho de desenvolvimento adequado à sua realidade nacional, enquanto Angola mantém firmemente o princípio de Uma Só China. A cooperação prática bilateral tem-se expandido continuamente para áreas como agricultura, indústria e mineração, sendo a China um parceiro indispensável para o desenvolvimento nacional de Angola.

O diálogo entre as civilizações da China e de Angola floresce também no vasto palco da troca de ideias e conhecimentos. Até à data, o Instituto Confúcio da Universidade Agostinho Neto já formou mais de 2.000 estudantes. Os eventos como o “Dia Internacional da Língua Chinesa” e o concurso “Ponte Chinesa” têm impulsionado um crescente interesse pelo estudo do mandarim em Angola. A cooperação educativa entre os dois países continua a avançar. A Universidade Renmin da China que já assinou um memorando de entendimento com a Universidade Agostinho Neto assinaram, vai lançar cursos online em parceria com a Universidade Católica de Angola. Os intercâmbios entre centros de pesquisa e instituições académicas também se intensificam. A Associação de Estudos da China em Angola, fundada no ano passado, tornou-se numa nova plataforma para compreender a China contemporânea. Em abril deste ano, uma delegação de académicos angolanos visitou a China e manteve intercâmbios aprofundados com o Instituto de Estudos Internacionais de Shanghai (Xangai) e o Centro de Estudos Africanos da Universidade de Beijing (Pequim), reforçando o entendimento mútuo.

O diálogo entre as civilizações da China e de Angola aprofunda-se ainda através de ricos intercâmbios culturais e humanos. Feiras culturais do Festival da Primavera, espetáculos do Grupo Acrobático da Província de Gansu e a Semana do Cinema Chinês permitiram ao público angolano apreciar de perto o encanto singular e a riqueza da cultura chinesa. Os intercâmbios entre os povos aproximam-se cada vez mais das comunidades. Os eventos de Dia Aberto e palestras universitárias organizadas pela Embaixada intensificam o contacto e a interação bilaterais. Jovens influenciadores angolanos visitaram a China e despertaram um crescente interesse pela cultura chinesa entre a Geração Z, que se está tornando numa força vital para levar adiante a amizade sino-angolana. A realização bem-sucedida do Jogo de Amizade de Basquetebol em Cadeira de Rodas China–Angola e da Meia Maratona Internacional pela Paz ajudou os povos dos dois países a fortalecer a amizade e ampliar consensos através do desporto. Perante as recentes cheias, empresas chinesas e associações da comunidade chinesa em Angola prestaram assistência de forma imediata às províncias afetadas, demonstrando a firme solidariedade e superando as dificuldades junto com o povo angolano.

Olhando para o futuro, o mundo continua a enfrentar múltiplos desafios. Contudo, o diálogo entre civilizações corresponde à aspiração comum dos povos e à tendência inevitável dos tempos. A China está disposta a trabalhar lado ao lado com Angola, aproveitando a oportunidade proporcionada pelo Dia Internacional para o Diálogo entre as Civilizações, para aprofundar a confiança mútua através do respeito recíproco, reforçar a amizade por meio de intercâmbios em pé de igualdade e impulsionar o desenvolvimento duradouro e estável da Parceria da Cooperação Estratégica Global China–Angola, enriquecida pela aprendizagem mútua entre as civilizações..

 

*O autor escreve com o Novo Acordo Ortográfico