No primeiro semestre de 2021

Transportes marítimos podem ser privatizados

25 Nov. 2020 Economia / Política

O Governo prevê alienar as empresas públicas de transporte marítimo Secil Marítima e Unicarga, inscritas no programa de privatizações (Propriv), no primeiro semestre do próximo ano, segundo um documento do Ministério dos Transportes.

Transportes marítimos podem ser privatizados

A Secil Marítima, companhia de navegação de bandeira está actualmente a ser alvo de reorientação estratégica "e a ser apetrechada com os activos necessários para que possa apoiar o país no processo de desenvolvimento da cabotagem ou no suporte aos processos de importação ao abrigo dos projectos do Estado", adianta o documento, que assinala os 44 anos do Ministério dos Transportes (Mintrans) e aponta os objectivos para o sector no futuro próximo.

Em Agosto, a empresa recebeu quatro catamarãs que estavam sob tutela do Instituto Marítimo e Portuário de Angola, ficando doptada de meios para exercer a actividade de transporte marítimo no domínio da cabotagem, deixando de realizar apenas a actividade de logística.

As quatro embarcações - "Luanda", "Macôco", "Cacuaco" e "Panguila" - vão operar na rota de Cabinda, devido à descontinuidade geográfica daquela província com o resto do território angolano, estando a ser construídos terminais de apoio ao transporte marítimo de passageiros, nos municípios de Cabinda e Soyo.

Em outubro, foi entregue à Secil Marítima o 'ferry boat' "Cabinda", com capacidade para transportar 60 pessoas, oito contentores e 10 automóveis.

O objectivo do Governo passa pela privatização da empresa no primeiro semestre de 2021.

O mesmo deverá acontecer com a Unicargas, empresa de gestão portuária e transporte de carga, também contemplada no Propriv e que se encontra em fase de "avaliação de ativos para poder seguir um caminho de especialização sustentável".

Segundo o Mintrans, a empresa "representa uma forte oportunidade de criação de uma entidade de âmbito nacional, com potencial para apoiar no suporte ao desenvolvimento das plataformas logísticas".

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