Aplicativos móveis, um ‘el dorado’ dos investimentos

Empresas só querem estar ‘no bolso’ dos consumidores

21 Jul. 2021 Emídio Fernando Gestão

TECNOLOGIA. Pandemia da covid-19 obrigou a que muitas empresas refizessem as estratégias de investimento. Opção tem sido a aposta nos aplicativos informáticos. Mercado disparou 400% em todo o mundo.

Empresas  só querem  estar ‘no bolso’ dos consumidores

O rasil ocupa o segundo lugar na tabela dos países que registam maiores crescimentos no mercado dos aplicativos móveis. O caso não é para menos. O país tem uma população estimada em mais de 215 milhões de pessoas e mais de 250 milhões de telemóveis registados. São números do ano passado que apontam para outros dados. Os brasileiros gastam, em média, quase cinco horas por dia a usar telemóvel. As redes sociais lideram as preferências, mas são os brasileiros que mais incentivam o uso de aplicativos informáticos. Na América Latina, os brasileiros contribuíram para o crescimento do mercado, que registou uma subida entre os 30 e os 400%, variando de Estado para Estado. Mais de 60% da população adulta tem telemóvel e os estudos apontam que cada brasileiro tenha entre 30 a 40 aplicativos instalados.

Nesta ‘competição’, o Brasil só perde para a Indonésia, um país ligeiramente mais populoso, mas com mais de 270 milhões de habitantes. Nos últimos anos, o governo de Jacarta tem feito um forte investimento na internet e no apoio ao desenvolvimento de ‘start-ups’, a maior parte delas, 85%, dependentes de aplicativos móveis. No entanto,  menos de metade da população tem telemóvel, o que significa que são usadas redes públicas, um outro ‘orgulho’ indonésio.

Em todo o mundo, até 2014, foram baixados mais de 40 mil milhões de aplicativos. Até final de 2021, esse número deve atingir os 300 mil milhões, prevêem diversos estudos. Além dos aplicativos, considerados úteis, como os de informação médica, muitos são usados para ‘substituir’ trabalhadores, sobretudo nestes tempos da pandemia da covid-19. Por isso, aconselham os ‘gurus’ da gestão, “investir no desenvolvimento de apps, na construção de plataformas digitais sólidas e robustas, é apostar em um mundo com possibilidades quase infinitas onde se pode conectar mais rapidamente empresas, fornecedores e consumidores finais”.

Já em 2016, um estudo concluía que as pessoas gastavam mais tempo a usar aplicativos úteis, como notícias, desportos, análise de mercado de acções, do que em aplicativos sociais. Nesse ano, já tinha havido um aumento de 11% no uso de dispositivos móveis e 69% de aumento no tempo gasto em aplicativos móveis em comparação com  2015.

Outro estudo, da Google, dá conta de que as pessoas verificam os telefones, em média, 150 vezes por dia.

Os números incentivam esses investimentos. Consumidores da loja de aplicativos da Apple, a App Store, e da Google, a Play Store, gastaram mais de 111 mil milhões de dólares o ano passado, em compras de aplicativos. E há dados que apontam para que 70% das empresas compram aplicativos.

Em 2019, sem a pandemia, as mesmas lojas atingiram vendas de 85, 2 mil milhões de dólares, já considerados um recorde  mundial. Este ano, com a pandemia, as vendas subiram mais de 30%, de acordo com os dados da Sensor Tower, uma empresa que fornece análises sobre o mercado de aplicativos informáticos.

Analistas económicos apontam que os aplicativos vão ser os principais responsáveis pelo frenesi no mercado informático que hoje já representa mais de 6,3 biliões de dólares.

Além da venda directa, através do comércio móvel os aplicativos informáticos agitam outro mercado: o da publicidade. 

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