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Emídio Fernando

Emídio Fernando

Assume alguns erros na governação de quase 50 anos, mas descarta responsabilidades do MPLA, com o argumento de que as falhas foram de “alguns indivíduos”. Militante do MPLA e empresária, lidera a Federação das Mulheres Empreendedora, Maria do Carmo Nascimento confessa ficar em choque com a “miséria” que encontra nas ruas de Luanda, mas está convencida de que o Governo tem trabalhado para minimizar os problemas. Em entrevista à Rádio Essencial, republicada neste jornal, a empresária defende o regresso ao país de Isabel dos Santos, sugere um encontro entre João Lourenço e Adalberto Costa Júnior para haver uma “plataforma de entendimento”, confia que a economia está a recuperar e que até há um bom ambiente de negócios, atraente para nacionais e estrangeiros.

CONTRATAÇÃO PÚBLICA. Concurso para a gestão do terminal do Porto do Lobito pode acabar nos tribunais. Em apenas três meses, Comissão de Avaliação atribuiu e retirou a gestão ao grupo ICTS. Filipinos acusam o concorrente chinês, o grupo CITIC/SPG, de ter “manipulado” os resultados e de apresentar uma proposta “irrealista” que coloca investimentos do Estado em causa.

FIGURA DO ANO. Lutou em várias frentes, internas e externas, e saiu vitorioso de quase todas elas. Quando foi derrotado pelo Tribunal Constitucional, viu disparar a popularidade e reconquistou a presidência da UNITA com mais de 96% dos votos. Mas essas batalhas ajudaram-no a captar simpatias e popularidade, até transversais aos partidos políticos. Ao mesmo tempo, provaram que ele é, de facto, o político que o MPLA mais teme. Tudo isso justifica a escolha do jornal Valor Económico para a ‘Figura do ano’ de 2021. 

FORTUNAS. Foi refugiada de guerra vítima dos EUA, mas foi com os norte-americanos que encontrou o caminho do sucesso e da generosidade. Priscilla Chan convenceu o marido, Mark Zuckerberg, a doar 99% da fortuna dos dois.

COMÉRCIO. Navios chineses 'escondem-se' nos mares, aproveitando a falta de sanções. É uma
estratégia que agita o comércio internacional. Seis em cada 10 navios pertencem à China. Analistas suspeitam que a gestão de Beijing passe por guardar mercadoria para a vender depois.