Emídio Fernando

Emídio Fernando

ESCÂNDALO. Argélia, Senegal, Iémen, Brasil, Djibuti e Ucrânia são alguns dos países em que a DP World responde por corrupção, suborno e lavagem de dinheiro. Nos EUA, foi acusada de ter ligações com os radicais islâmicos. É esta empresa que vai gerir o porto de Luanda, nas próximas duas décadas, por decisão do Governo.

Juíza Henrizilda do Nascimento é a principal visada da empresária angolana. Isabel dos Santos acusa autoridades angolanas e portuguesas de violarem leis internacionais e de participarem num “julgamento político, alimentado por falsidades”. É a resposta à recusa do tribunal em embargar o arresto de contas.

Aos 75 anos, ainda fica surpreendido com a política e com as opções económicas em Angola. Por isso, confessa sentir-se “profundamente enganado”. A experiência e a idade dão-lhe liberdade para criticar abertamente dirigentes  do MPLA e não tendo dúvidas de que há práticas antigas que se mantêm. Apoiante do combate à corrupção, vê nela também motivações  pessoais de João Lourenço. Ligado aos transportes há 30 anos, José Augusto Junça é contra a construção do Metro em Luanda para já e admite que ninguém quer investir nos transportes rodoviários, porque “não são rentáveis”.

COMÉRCIO. Angola figura entre os quatro países africanos que mais consome produtos luxuosos. São dados de 2017. Cada vez mais, as ‘grandes’ marcas procuram instalar-se no continente. África dá 5,9 mil milhões de euros de receitas.

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