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Emídio Fernando

Emídio Fernando

Mais entendimentos e reforço da cooperação entre os dois países encerram a visita de João Lourenço a Portugal. Há acordos económicos, financeiros e até fiscais. E promessas de investimentos portugueses na saúde, educação e cultura. Portugal anuncia reforço da linha de crédito paras as empresas portuguesas.

 

Presidente da República diz que está a enfrentar um “ninho de marimbondos”. Comentou assim a oposição que lhe tem sido feita. Mas não nomeou ninguém e voltou a prometer combater a corrupção.

JLO quer combater ninho de maribondos

Em Lisboa, João Lourenço recusou-se a fazer qualquer comentário à declaração de quarta-feira de José Eduardo dos Santos, sobre ter deixado nos cofres do Estado 15 mil milhões de dólares, escudando-se num argumento: estava no estrangeiro e não queria abordar assuntos internos. No entanto, numa mini-conferência de imprensa, na Presidência da República portuguesa, passou ao contra-ataque: “Neste combate à corrupção, sabíamos que estávamos a mexer no ninho do maribondo. Tínhamos a noção de que íamos ser picados. Já começámos a sentir as picadelas. Mas isso não nos vai matar e não vamos recuar. É preciso destruir esse ninho”.

O Presidente da República não nomeou ninguém a quem dirigia a flecha envenenada nem a quem se destinava a metáfora. Isto horas depois de Isabel dos Santos, no Twitter, alertar para a possibilidade de haver uma “crise política”, por causa das posições de João Lourenço.

Apesar de garantir que não queria abordar questões internas, João Lourenço, mal subiu à tribuna da Assembleia da República portuguesa, reafirmou a intenção de “combater a corrupção e a impunidade”, prometendo “criar uma nova Angola, mais amiga do investimento privado e mais transparente”.

O combate à corrupção e a promessa de diversificar a economia dominaram parte do discurso de João Lourenço no Parlamento português.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                   *Em Lisboa

GALARDÃO. Viriato da Cruz, um dos principais ideólogos do MPLA, foi premiado com o mais alto galardão cultural de Angola, 45 anos depois da sua morte. Waldemar Bastos, Fidel Reis, António Dias dos Santos, Misael Almeida, Jaka Jamba, Sakaneno João de Deus, grupo teatral Ngwizane Txikane, o programa televisivo da Huíla ‘Tudo e Mais’ e os Bakamas de Cabinda são os vencedores de 2018.

 

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