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Quiosques do Banco Postal vandalizados

Comércio. Pequenas lojas espalhadas pela cidade de Luanda estão a ser alvo de vandalização. Há quem esteja a utilizá-las por iniciativa própria para a actividade comercial.

 

Quiosques do Banco Postal vandalizados

Grande parte dos quiosques da unidade Kixila Money, pertencentes ao Banco Postal, encerrados desde 4 de Janeiro de 2019, período em que o Banco Nacional de Angola (BNA) revogou a licença e requereu a declaração de falência da instituição, está a ser vandalizada.

Os sinais de vandalização são visíveis nos instalados ao longo da estrada de Catete, sobretudo em Viana, Cazenga e Rangel.  Alguns têm as portas arrombadas, a base e a parte traseira destruídas. São disso exemplo os quiosques localizados perto das duas novas torres da Cidadela Desportiva, na Avenida Brasil, do supermercado Jumbo e da Bela-Vista.

A noite, os empreendimentos são usados como dormitórios por sem abrigos, ao passo que, à luz do dia, servem de depósitos para os vendedores ambulantes, apesar de não estarem autorizados a utilizá-los.  Há ainda quem, sem qualquer receio de responsabilização, arrisque a realizar actividade comercial, como acontece com o quiosque instalado próximo à famosa zona da Sonagalp, em Viana. Com sinais de arrombamento na porta, um jovem faz a venda de cartões de saldo de telemóveis e guarda produtos de vendedores ambulantes, argumentando estar devidamente autorizado por uma mulher ligada ao processo de encerramento do banco. Já há mais de três meses a vender no local, explica que lhe foi dada a guarda de modo a evitar vandalização ou eventual roubo do bem, à semelhança do que aconteceu com outros dois situados a pouca distância, na Estalagem e na Ponte Partida: um foi “queimado e outro roubado.”

No entanto, na sua edição 264 o Valor Económico reportou o interesse de diversos vendedores e trabalhadores informais em explorar os 130 quiosques instalados em diferentes pontos de Luanda, sugerindo a abertura de um concurso público. Mas, de acordo com o antigo director do Xikila Money, Pedro Botelho, cabe aos tribunais dar um destino aos quiosques, depois das conclusões tiradas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Botelho esclarece que a manutenção dos empreendimentos danificados é de inteira responsabilidade do Estado, visto que foram apreendidos.  

O Xikila Money tinha como clientes operadores informais, do sapateiro, engraxador a zungueira, com rendimentos médio, médio-baixo e baixo. Os antigos clientes continuam as suas actividades próximo aos quiosques, mas, diferente de há dois anos, agora são obrigados a levar os lucros diários à casa, correndo o risco de assaltos. 

Na unidade Kixila Money trabalhavam 480 pessoas, maioritariamente jovens, que até agora não foram indemnizadas, sendo  que e muitos se encontram desempregados.

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