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4.ª OPERADORA DE TELECOMUNICAÇÕES

Governo convida 12 empresas, mas só Africell apresenta proposta

A operadora Africell Holding SAL é a seleccionada do concurso para a atribuição do 4.º Título Global Unificado para Prestação de Serviço Público de Comunicações Electrónicas.

Governo convida 12 empresas, mas só Africell apresenta proposta

A companhia foi, no entanto, a única a submeter a candidatura das 12 selecionadas e convidadas pelo Governo para as sessões de promoção. Além da Africell, a MTN da África do Sul foi a outra companhia de telecomunicações que adquiriu as peças do concurso, enquanto o BAI Investimento completou o leque das únicas três que investiram na compra dos documentos. No entanto, apenas a Africell marcou o passo seguinte, ou seja foi a única a submeter a candidatura na plataforma electrónica do serviço nacional de pública.

Uma representação da tese da empresária angolana Isabel dos Santos, que, no ano passado, ao VALOR, na sequência do anulado concurso ganho pela Telstar, apontava as “tarifas tão baixas” como a principal razão pela qual as operadoras internacionais não se interessaram pelo mercado angolano. Para além, de considerar a “rentabilidade muito baixa” é agravada pela importação de tecnologia. “As operações das operadoras móvel tem 70% do seu custo fixo na base dólar e euro, são tecnologias importadas, estamos a falar de licenças pagas anualmente em euros”, justificava a ex-PCA da Unitel.

Por sua vez, o trade marketing Daniel Silva crê que “a instabilidade econômica” contribuiu para que as empresas estrangeiras não se candidatassem.  

A empresa vencedora anunciou em Setembro de 2019 que tinha disponível cerca de 300 milhões de dólares para investir no primeiro ano de actividade em Angola. Na ocasião, o ceo da companhia, Ziad Dalloul prometeu, em caso de vencer o concurso, praticar preços inferiores aos actuais, bem como “expandir os serviços para áreas rurais, fornecer serviços melhores e mais rápidos de internet”.

Com 18 anos de actividade no sector das telecomunicações e presente na Gâmbia, RDC, Serra Leoa e Uganda, a operadora conta com mais  de 12 milhões de clientes e deverá, nos próximos dias, submeter a proposta técnica e financeira, para análise e avaliação por parte da Comissão de Avaliação para a conclusão do processo.

A candidatura ao concurso teve início a 30 de Setembro de 2019 e encerrou a 22 de Janeiro de 2020, depois de o Presidente João Lourenço anular o concurso anterior ganho pela empresa angolana Telstar, por alegados incumprimentos do caderno de encargos.