Angola desce três posições no Índice de Liberdade Económica e é considerado um país “pouco livre”
Fundação norte-americana, Heritage Foundation considera economia angolana 'pouco livre', devido à sua elevada dependência das receitas do petróleo e dos diamantes, sendo frequente a existência de monopólios em setores-chave.
Angola é considerada um país com baixa liberdade económica, segundo o relatório Index of Economic Freedom, da Heritage Foundation. Em 2026, o país desceu três posições face ao ano anterior, ocupando o 121.º lugar mundial. No ranking da África Subsaariana, Angola é o 21.º classificado entre 47 nações, com uma classificação de 54,4 pontos, que está ligeiramente acima da média regional.
A economia de Angola é considerada “pouco livre” de acordo com o Índice de Liberdade Económica de 2026, publicado anualmente pela ONG norte-americana Heritage Foundation, a região da África Subsaariana tem apenas dois países com um grau elevado de liberdade económica (Maurícias e Cabo Verde) e mais quatro com um nível médio (Botsuana, Seicheles, São Tomé e Príncipe e Namíbia, por esta ordem). Segue-se um grupo de 27 nações, entre os quais Angola, com um nível baixo de liberdade económica e, por fim, 14 países onde a liberdade económica não existe ou é fortemente reprimida.
Neste índice que visa distinguir os países que têm ambientes mais (ou menos) favoráveis aos negócios (a pontuação varia do zero aos 100), Angola obteve uma classificação final de 54,4 (menos 0,6 do que no ano anterior), ligeiramente acima da média regional de 53,2. O desempenho em 2026 inverteu uma tendência de subida, que partiu de níveis mínimos de 24 pontos em 1996 para os 55 pontos em 2025. Este ano, porém, o país desceu três posições para o 121º do mundo e para o 21º da África Subsaariana (era 18º em 2025).
Por indicadores, Angola apresenta algumas pontuações muito positivas em itens como a saúde do sistema fiscal (91,6 pontos); o investimento público (89,3); o peso do Impostos nos rendimentos das famílias e das empresas (86,9) e a liberdade de comércio (70,4). Os piores critérios do país são a eficiência do sistema judicial (26,3 pontos), a transparência do governo (28,3), a liberdade do investimento privado (30), o respeito pelos direitos de propriedade (36,9) e, por fim, a liberdade financeira (40), relacionada com a eficiência do sistema bancário e o grau de independência das autoridades regulatórias.
O relatório da Fundação Heritage conclui que Angola mantém a classificação de “país com uma economia pouco livre” porque o governo é altamente dependente das receitas do petróleo e dos diamantes, e o seu domínio sobre a economia compromete a sua eficiência. “Os monopólios, ou quase-monopólios, são comuns nos setores-chave da economia. A corrupção generalizada e a falta de independência judicial face à interferência política continuam a minar os alicerces da liberdade económica de Angola. A falta de compromisso com políticas que apoiem mercados abertos continua a restringir o ambiente regulatório. As barreiras não tarifárias e as regulamentações onerosas em matéria de investimento desencorajam o desenvolvimento dinâmico do setor privado”, justificam os analistas.
A nível mundial Singapura, Suíça e Irlanda são os países mais livres economicamente, seguidos de Austrália, Taiwan, Luxemburgo, Dinamarca, Noruega, Estónia e Países Baixos.







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