“As carteiras digitais não estão para competir com os bancos, mas para ser um parceiro estratégico”
O gestor considera que o mercado angolano de mobile money ainda está numa fase de consolidação, marcada por desafios ligados à literacia financeira e ao uso predominante do dinheiro físico. Luís Mucave aponta que a instabilidade da internet e as falhas de conectividade afectam a experiência dos utilizadores.
Qual é o balanço que faz do desempenho da Afrimoney desde o seu lançaento em Abril de 2023 no mercado nacional?
Definiria este momento como uma fase ainda de descoberta e implementação. É necessário criar bases extremamente sólidas para o mercado de mobile money, uma vez que existem vários desafios que, muitas vezes, não são regulatórios, mas sim culturais e ligados à educação financeira. A Afrimoney ainda está a navegar nesse cenário, procurando padrões que possam ajudar no crescimento do mercado angolano.
Quais são os principais desafios das carteiras digitais em Angola?
O dinheiro físico é o nosso principal concorrente. Muitas pessoas olham para o Multicaixa Express e para os bancos como concorrentes das carteiras digitais, mas não são. São parceiros que podem ajudar-nos a alcançar resultados de forma mais rápida e pragmática. O grande desafio continua a ser o uso do dinheiro físico, sobretudo devido aos baixos níveis de educação, literacia financeira e digital no país. Por isso, é necessário um esforço contínuo.
A quem cabe a responsabilidade desse esforço?
Todas as carteiras digitais que actuam neste negócio devem contribuir para esse esforço de educação. As pessoas não deixam de usar carteiras digitais porque não querem, mas sim porque ainda não compreendem bem como funcionam.
Para ler o artigo completo no Jornal em PDF, faça já a sua assinatura, clicando em 'Assine já' no canto superior direito deste site.








Empresas angolanas continuam fora da auditoria aos bancos