Ministro garante que diversificação económica está “efectivamente em curso” e dar resultados
O Ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguens, declarou que actualmente já se pode afirmar que o processo de diversificação económica em Angola está “efectivamente em curso e a produzir resultados concretos”.
Para sustentar a sua afirmação, o ministro destacou o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações (PRODESI), que tem sido a âncora sobre a qual o Governo tem promovido a diversificação económica no país. “Com a implementação do PRODESI, conseguimos alcançar a autossuficiência na indústria das bebidas e também nas indústrias alimentares essenciais, como farinhas, massas alimentares e óleos alimentares. Este foi um avanço conseguido através da conjugação de vários instrumentos do programa, incluindo incentivos fiscais”, revelou numa entrevista concedida ao site One World Media, divulgada hoje nas páginas das redes sociais do Ministério.
O ministro salienta que estas medidas têm permitido a criação de incentivos directos e indiretcos para a substituição das importações e que os resultados “têm sido bastante significativos”. O responsável destacou, por exemplo, o trigo e sublinhou que, há poucos anos, Angola não produzia este produto e hoje já existem regiões do país dedicadas a esta cultura. “Este trigo já começa a ser transformado localmente em farinha, permitindo uma integração gradual da cadeia de produção de cereais”. Revelou ainda que o programa já permitiu alterar estruturalmente o perfil das importações e deu o exemplo dos óleos alimentares, que Angola importava já refinados e cuja refinação é hoje feita localmente.
Destacou ainda que as iniciativas do Governo têm estado orientadas para alcançar a segurança e a autossuficiência alimentar. “O objectivo é garantir que Angola seja capaz de produzir, em primeiro lugar, aquilo que consome, sobretudo bens essenciais de consumo.”
Durante a entrevista, foi também destacada a adesão de Angola à Zona de Comércio Livre Continental Africana, bem como os investimentos no sector da energia e nas infraestruturas, como o investimento no Corredor do Lobito.








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