SALDO RECUA 31,5%

Trocas comerciais com África sobem, mas continuam residuais nos 5%

Trocas comerciais com África sobem, mas continuam residuais nos 5%
Mário Mujetes

A integração comercial de Angola com o continente africano registou uma ligeira melhoria em 2025, mas permanece estruturalmente reduzida. As trocas com países africanos representam apenas cerca de 5% do total, acima dos 4,1% observados no período anterior.

No segmento das exportações para África, o valor atingiu 1,359 mil milhões de kwanzas, uma subida de 5,12%. A concentração geográfica mantém-se elevada, com três mercados a dominarem, no caso, África do Sul (551,008 milhões), República Democrática do Congo (305,205 milhões) e Togo (230,853 milhões).

Do lado das importações provenientes do continente, estas cresceram 22,29%, para 1,163 mil milhões de kwanzas, com destaque novamente para a África do Sul (457,648 milhões), seguida do Togo (419,270 milhões) e do Egipto (72,377 milhões). O saldo bilateral mantém-se positivo, embora com perda de dinamismo face ao ano anterior.

No agregado global do comércio externo, as exportações caíram 11,53%, para 28,040 mil milhões de kwanzas, enquanto as importações cresceram 16,93%, para 15,283 mil milhões. Ainda assim, o saldo comercial permanece positivo, em 12,757 mil milhões de kwanzas, apesar de uma redução de 31,5% em termos homólogos.

A estrutura do comércio externo continua fortemente dependente da Ásia, com a China a concentrar 47% das exportações (13,179 mil milhões de kwanzas), apesar de uma quebra de 6,56%. Nas importações, a liderança asiática mantém-se igualmente dominante.

A Índia reforça a sua posição como parceiro relevante, tanto nas compras (3,319 mil milhões; -9,82%) como nas vendas para Angola (951,921 milhões; +21,16%).

Na Europa, destacam-se Espanha (1,570 mil milhões), Portugal (1,498 mil milhões) e os Países Baixos (1,100 mil milhões). No continente americano, os Estados Unidos da América lideram com 366,669 milhões em exportações e 844,449 milhões em importações, seguidos do Brasil, com fluxos mais equilibrados, mas ainda deficitários para Angola. Os dados constam do Anuário de Estatísticas do Comércio Externo.