Notícias davam conta de uso ilegal e abusivo do avião

BIC garante ter contrato para utilização da aeronave

O banco BIC esclarece em nota de imprensa que não desviou a aeronave Beechcraft, matrícula D2-EDBU, conforme divulgou hoje, quarta-feira, o Jornal de Angola e a TPA, garantindo ter contrato para a sua utilização com o Estado Maior da Força Aérea desde 2010.

BIC garante ter contrato para utilização da aeronave

A instituição bancária assegura que a aeronave, estava ao serviço do Banco BIC, sustentado por uma contrato firmado com o Estado Maior da Força Aérea, desde 2010. E garante que "os documentos já foram entregues ao Serviço Nacional de Recuperação de Activos, juntamente com demais documentação de prova de que não há qualquer ilegalidade ou uso abusivo ou indevido do avião".  

Segundo a nota do banco, a aeronave estava inoperacional no aeroporto de Luanda, a precisar de uma grande reparação e o "Banco BIC propôs em 2010 a reparação do avião e custeou directamente todas as despesas" num valor superior a um milhão e seiscentos mil dólares para reparação e manutenção. E acrescenta que paga mensalmente vinte e cinco mil dólares como renda de utilização da aeronave. 

 "Não há qualquer situação de favor por parte da Força Aérea de Angola para com o Banco BIC. O acordo foi transparente e os termos do contrato foram sempre cumpridos por Ambas as Partes", lê-se no comunicado.

Segundo noticias, o Serviço Nacional de Recuperação de Activos, da Procuradoria-Geral da República (PGR), recuperou, recentemente, a aeronave, que durante anos esteve ao serviço do Banco Internacional de Crédito (BIC), sem que existisse qualquer acordo comercial, ou de cedência legal, por parte da Força Aérea nacional, cuja frota pertence. 

De acordo com ainformação, a eronave, do tipo B350, esteve atribuída ao chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, João Baptista de Matos, transportando-o para diferentes cenários e escalas, entre finais da década de 1990 e primeiros anos de 2000. Depois que este alto oficial das FAA deixou de desempenhar as suas funções, restituiu o avião à tutela e gestão do Comando da Força Aérea nacional, de onde viria a conhecer a descaminho que se prolongou até à presente data, quando o meio aéreo foi recuperado pela PGR.  De acordo com à RNA oficiais de alta patente conhecedores deste dossier, nos meandros da Força Aérea nacional, confirmam que o avião havia sido efectivamente cedido a custo zero ao BIC, que tinha inscrito a sua logomarca na fuselagem do aparelho.  

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