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NAMIBE NO TOPO DAS ZONAS PESQUEIRAS

Captura de peixe cresce 12,2% em 2015

PESCA. Os resultados do ano passado permitiram um aumento do consumo, per capita, de cerca de 22%, distanciando-se significativamente dos mínimos exigidos pela OMS.

 

A captura de peixe em Angola cresceu 12,24% em um ano, para 496.213 toneladas em 2015, indicam dados do Ministério das Pescas que assinalam um crescimento acima dos 22% no consumo per capita.

Dos 18 quilos por habitante em 2014, o consumo de peixe aumentou para os 22 quilos, em 2015, colocando-se largamente acima dos mínimos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), fixados em 12 quilos por ano.

A pesca industrial foi a responsável por quase metade das capturas (248.757 toneladas), tendo Luanda representado 12% do total, Namibe (72%), Benguela (13%) e Kwanza-Sul (3%), números explicados com a existência de 253 embarcações industriais e semi-industriais, além de outras de pequeno porte. Cabinda aparece nas estatísticas com 0%.

A ministra das Pescas, Victória de Barros Neto, considera os indicadores “satisfatórios”, já que, apesar de importar algumas quantidades de carapau, o país já exporta peixe e seus derivados, nomeadamente tubarão, crustáceos e óleo de peixe.

Os dados oficiais indicam que, no ano passado, as exportações totais de pescado se cifraram em 21.465 toneladas, cerca de 4,3% da captura total. Para 2016, as exportações devem mais do que dobrar para cerca de 47 mil toneladas. No caso das importações, prevê-se para este ano um crescimento na ordem dos 21%, passando para 90 mil toneladas contra as 74 mil, em 2015.

O Ministério das Pescas nota que a produção de farinha de óleo de peixe também foi relançada, com a entrada em funcionamento da empresa Boa Pesca, no Tômbwa, no Namibe. O mesmo não acontece com a produção de conservas, paralisada por várias razões, entre as quais se apontam as dificuldades de acesso ao crédito.

A pesca é, a par da agricultura, dos sectores que deve beneficiar de subsídios aos combustíveis no futuro próximo. O contributo ao Produto Interno Bruto está estimado em 4% mas a ministra entende que estes números “podiam ser maiores, se os produtores apresentassem com celeridade e seriedade as estatísticas que fornecem ao Ministério”. Victória de Barros Neto adverte que “a sonegação de informação prossupõe fuga ao pagamento de impostos devidos”, por isso pede aos produtores mais celeridade na apresentação de dados.

 

Os números da indústria pesqueira nos próximos dois anos

Os quadros mostram os resultados do sector no último ano e antecipam o que deve acontecer, em termos de crescimento, até ao próximo ano. A tendência geral é de crescimento dos vários segmentos do sector pesqueiro, incluindo a pesca industrial, a pesca semi-industrial, a pesca artesanal marítima e continental.

 

Dados de 2015

Produção 496.213 toneladas

Consumo interno 548.979 toneladas

Consumo per capita 22 quilos

Importação 74.231 toneladas

Exportação 21.465 toneladas

 

PRODUTOS TRANSFORMADOS

Peixe seco --- 57.024 mil toneladas (ton).

Produção salineira --- 42.845 ton

Oleo de peixe --- 5.304.200 litros

Farinha de peixe --- 10.874 mil toneladas

 

PROJECCÕES PARA 2017

Produção --- 522.000 toneladas

Consumo interno --- 564.850 toneladas

Consumo per capita --- 22 quilos

Importação --- 90. 000 toneladas

Exportação --- 47.150 toneladas

 

CONTRUBUIÇÃO PERCENTUAL POR TIPO PESCAS 2015

Pesca industrial --- 50%

Pesca artesal maritima --- 28%

Pesca semi industrial --- 14%

Pesca artesanal continental --- 8%

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