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Pesca artesanal na Baía Farta

Capturas recuam 91%

Capturas recuam 91%

Pescadores artesanais ligados à Associação dos Pescadores Artesanais da Baía Farta, em Benguela, registam uma queda de 91% na captura do pescado, segundo o seu responsável, Bernardo Kalianguila.

Até 2017, os operadores, na sua maioria informais, capturavam pouco mais de 300 toneladas por mês, tendo, nos últimos tempos, o pescado recuado para 25 toneladas por mês.

Bernardo Kalianguila justifica o facto com as mudanças climáticas, “alguma má” gestão dos recursos marinhos, bem como a existência de armadores semi-industriais que violam as regras do pescado, o que os obriga a operar para lá das duas milhas.

Kalianguila queixa-se da “inércia” da capitania e de outras autoridades marítimas que, como afirma, “nada fazem, apesar das constantes queixas”.

A ausência de uma loja de equipamentos de pesca na região consta também das causas da queda do pescado, já que se vêem obrigados a adquirir o material no mercado informal a preços que consideram “muito altos”.

Para contornar a situação, Kalianguila sugere a construção ou o apetrechamento da loja já existente, mas que continua encerrada, defendendo ser “um paradoxo” que o município da Baía Farta, conhecido “como rico em peixe, não possua uma única loja” de venda de material de pesca. As necessidades vão desde os motores de navegação às redes (malhadeiras), passando pelos anzóis, bóias, câmaras frigoríficas para a conservação do pescado, bússolas e GPS.

A Baía Farta conta com cerca de 10 cooperativas de pescadores artesanais que controlam aproximadamente 1.500 pescadores e 600 embarcações. Os operadores, segundo o responsável da associação, enfrentam “muitas dificuldades” para exercer a actividade, dado que boa parte não possui bilhete de identidade, nem licença das embarcações.

 

BIBALA TEM NOVO MERCADO

O município da Bibala, no Namibe, conta com um novo mercado com 80 bancadas. Situado na localidade de Tchipanda, o mercado tem instalado um reservatório de água com capacidade de 10 mil litros por dia e um gerador para o fornecimento de energia eléctrica.

À imprensa, o director municipal dos assuntos económicos e desenvolvimento integrado, Bonifácio João, apelou aos comerciantes para cumprirem com as regras de prevenção contra a covid-19, como a lavagem das mãos com água e sabão e a desinfestação com álcool gel, bem como o uso obrigatório da máscara.

As medidas, refere Bonifácio João, devem ser copiosamente seguidas pelos clientes. “Temos uma infra-estrutura com todas as condições exigidas pelos ministérios da Saúde e da Indústria e Comércio em termos de maior segurança de higienização, e é bom que todos dêem o exemplo”, sublinhou.

 

 

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