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Face à procura por conta da pandemia

Comerciantes investem em máscaras artesanais

Muitos vendedores ambulantes que operam na periferia da cidade de Luanda, sobretudo nas vias do Palanca ao Golf 2, São Paulo ao Kikolo, bem como São Paulo a Cacuaco, estão a optar por comercializar máscaras artesanais, os produtos que comercializavam antes do período de coronavírus.

Comerciantes investem em máscaras artesanais

Os operadores justificam a opção com o aumento da procura das máscaras, face à importância do produto na prevenção contra a covid-19. Para a venda, os comerciantes compram o produto aos alfaiates, aos quais pagam, dependendo da zona, entre 50 e 100 kwanzas. No interior dos bairros de Viana, Sambizanga e Cacuaco, por exemplo, os alfaiates vendem as máscaras a 50 kwanzas cada uma. Já no Kilamba Kiaxi, alguns fabricantes estão a vender cada máscara a 100 kwanzas. Os consumidores finais, por sua vez, desembolsam entre 200 e 300 kwanzas, consoante adquirem as máscaras nas zonas suburbanas ou no centro.

Ao VALOR, Madalena Celeste, vendedora ambulante que opera na via São Paulo ao Hoji-ya-Henda, conta que antes comercializava copos de vidro e de plástico, esclarecendo ter optado por vender máscaras artesanais por ser “o produto mais procurado” no momento. O comércio não é fechado, funciona em função do momento. Por exemplo, há boutiques de roupas que acabam por ser convertidas em padarias”, compara.

A jovem, estudante da 12.ª classe no curso de Ciências Económicas e Jurídicas, explica que, diariamente, vende entre 17 e 20 máscaras, perfazendo uma facturação de entre 3.400 kwanzas e 4.000 kwanzas, já que compra cada máscara a 50 kwanzas.

Ana Rodrigues, vendedora ambulante há três anos, à semelhança de Madalena Celeste, também trocou de negócio. Antes comercializava roupas de criança, e justifica a alteração com o “recuo que se verifica” na procura de roupas, ao contrário do que ocorre com as máscaras artesanais. A jovem observa que, com mais ou menos tempo, a procura das máscaras artesanais poderá também registar baixas, dado que são produtos reutilizáveis, diferente das máscaras clínicas. “Mas, por enquanto, é um bom negócio”, considera a vendedora, que estima lucros diários na ordem dos três mil kwanzas.