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DEPOIS DA ÁFRICA DO SUL

Dooh Ponto a caminho de Moçambique, Botsuana e RDC

INTERNACIONALIZAÇÃO. Empresa iniciou expansão para o exterior em Julho de 2019 e, em Novembro do mesmo ano, investidores árabes pagaram quatro milhões de dólares por 70% das participações.

Dooh Ponto a caminho de Moçambique, Botsuana e RDC

Depois de se instalar na África do Sul, a empresa angolana Dooh Ponto prepara-se para entrar em mais três mercados africanos, no caso Moçambique, Botsuana e República Democrática do Congo, segundo o seu CEO e fundador, Heliverton Francisco.   

“O objectivo é tornar a Dooh Ponto uma marca pan-africana. Quando os turistas vierem para África ficarem a saber que têm uma marca de hambúrguer que identifica o continente”, salienta, acrescentando que o objectivo é estar em pelo menos cinco países do continente até 2022.

Pelos cálculos de Heliverton Francisco, é dentro de dois anos também que a empresa perspectiva criar mais de 1.700 empregos, com a implementação do sistema ‘drive food’ nos 68 postos de abastecimento da Pumangol espalhados pelo país. Com o mesmo propóstio de expansão pelo território nacional, a empresa permite também o sistema de franquia, somando já três além de contar com várias solicitações. A opção, nas palavras do seu CEO, visa “dar oportunidade a novos investidores.”

Sobre a possibilidade da entrada de novos accionistas na estrutura da empresa, Heliverton Francisco sublinha que, depois de, no final do ano passado, ter vendido 70% da sociedade por quatro milhões de dólares a um grupo dos Emirados Árabes Unidos, não pretende desfazer-se dos outros 30% que mantém. E assegura que, desde a negociação com os árabes, que a Dooh Ponto está “afincada em tornar-se na maior e primeira marca de hambúrguer angolano a ser internacionalizada”.

A Dooh Ponto surgiu em 2017 como uma roulotte de venda de hambúrguer, quando o jovem de 28 anos, Helivelton Francisco, formado em Telecomunicações, decide abandonar a Holanda, onde trabalhava e auferia o salário de sete mil euros, para viver e trabalhar em Angola numa das filiais da empresa europeia.

Na procura de uma renda extra para “apenas abastecer o carro e pôr saldo no telemóvel”, sem plano de negócio, nem perspectiva de expansão, investiu perto de um milhão de kwanzas, o que lhe rendeu, no primeiro mês, 500 mil kwanzas. O número de clientes aumentava cada dia bem como a pressão nas redes sociais, plataforma que sempre serviu para a divulgação do negócio. “A partir deste momento, o meu objectivo passou a ser abrir um restaurante”, conta.

E, em menos de um ano, isso a 1 de Janeiro de 2018, “através do lucro da roulotte”, abre o primeiro restaurante no Benfica, município de Belas, empregando 18 jovens, sem apoio bancário ou externo.