Fundo de Fomento à Habitação recorre a fundos próprios para construir novas centralidades
O Fundo de Fomento à Habitação (FFH) está a recorrer a fundos próprios para financiar a construção de novas centralidades habitacionais. A estratégia passa por rentabilizar os valores arrecadados através da recuperação de créditos e do pagamento das prestações mensais por parte dos beneficiários.
A informação foi avançada ao jornal Valor Económico pelo director de Comunicação da instituição, Valdir de Sousa. De acordo com o responsável, este modelo de sustentabilidade financeira está já a viabilizar directamente as obras das novas centralidades do Cazengo, Mbanza Congo, Lunda Sul e Malanje.
Segundo o responsável, os investimentos em curso deixaram de depender exclusivamente do Orçamento Geral do Estado ou de linhas de financiamento externas, passando a ser suportados pelas receitas geradas pelo próprio Fundo. "A Centralidade do Cazengo, Mbanza Congo e Lunda Sul, e agora vamos entregar Malanje, todas essas centralidades são financiadas com recursos próprios do Fundo de Fomento à Habitação", afirmou.
Valdir de Sousa explicou que os recursos resultam, sobretudo, da recuperação de créditos concedidos aos beneficiários e da regularização dos pagamentos das prestações das habitações já entregues. De acordo com o responsável, o dinheiro arrecadado é reinvestido na construção de novos empreendimentos habitacionais, um modelo que assenta no mecanismo de reciclagem financeira, em que as prestações pagas pelos moradores alimentam novos investimentos do Fundo.
Para reforçar a cobrança das prestações, o Fundo de Fomento à Habitação (FFH) implementou, há cerca de um mês, um sistema de débito directo. Segundo o director de Comunicação da instituição, a solução permite que, após autorização do beneficiário através da plataforma electrónica do Fundo, o valor da prestação seja debitado automaticamente da conta bancária do cliente, reduzindo o risco de incumprimento e facilitando a regularização dos pagamentos.
O director acrescentou que o valor das prestações varia consoante a centralidade e a tipologia da habitação. Na Centralidade do Kilamba, a prestação mensal ronda os 33 mil kwanzas, enquanto na Centralidade KK 5800 se situa em cerca de 24 mil kwanzas.
No próximo mês está prevista a inauguração da centralidade em Malanje que já está concluída há três meses. o projecto está localizado na zona da Carreira do Tiro, com cerca de 212 apartamentos.









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