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Total explica situação do Bloco 17

Girasol em paragem programada de 45 dias

PETRÓLEO. Parceiros do Bloco 17 esperam um adicional de 150 milhões de barris a partir de 2020 para fazer face ao declínio natural do bloco mais produtivo do país.

Girasol em paragem programada de 45 dias

 

A unidade de produção petrolífera Girasol, enquadrada no Bloco 17, está a cumprir uma paragem geral programada de 45 dias no último trimestre de 2019 para efectuar trabalhos de manutenção das instalações, segundo a direcção da Total.

A informação consta de uma nota enviada ao VALOR pela petrolífera na sequência da matéria publicada na edição passada, dando conta que o FPSO Pazflor, que também faz parte do Bloco 17, está a produzir abaixo da capacidade por problemas técnicos.

A companhia garante que “actualmente não existem irregularidades técnicas” na referida unidade de produção que “apresenta um desempenho operacional de 97 por cento relativo ao ano em curso”.

Quando contactada pelo VALOR, na véspera da publicação passada, a petrolífera manifestou-se indisponível a esclarecer o que se estava a passar.  “Antes de mais agradecemos pela solicitação efectuada pelo Valor Económico, e pelo presente se afere-se ter-se tomado conhecimento da notícia publicada pelo vosso jornal na edição N° 183 de 04/11/2019 e Título: Principal bloco petrolífero com produção reduzida”, escreve a empresa na nota.

A petrolífera assegura, em todo o caso, que tem estado a trabalhar no sentido de minimizar os constrangimentos causados pelo declínio natural do Bloco 17, o mais produtivo do país.

“A produção dos campos do Bloco 17 teve o seu início há 19 anos com o campo Girassol, seguido do Dália, em 2006, o Pazflor, em 2011, e CLOV, em 2014, atingindo o seu pico máximo de produção em 2015 com cerca de 700 mil barris de produção diária e seguindo-se um declínio natural previsto”, lembra a companhia. E acrescenta que “a optimização destes recursos é estratégica para Total E&P Angola e seus parceiros do Bloco 17, e por este motivo foi aprovado um  investimento de 2,5 mil milhões de dólares  em 2018 para o desenvolvimento de três novos projectos neste bloco, nomeadamente o CLOV Fase 2, o Zínia Fase 2 e o Dália Fase 3, representando cerca de 150 milhões de barris de petróleo adicionais e cuja entrada em produção está prevista para 2020 e 2021 através dos FPSOs CLOV, Pazflor (Zínia) e Dália”.

A Total é a operadora do Bloco 17 e detentora de 40% do projecto, tendo como parceiros a Equinor, 23,33%; a Esso, 20% e a BP, detentora de 16%.

Em 2018, este bloco garantiu 38,5% da produção global do país, que foi de 539.813.065 barris de petróleo bruto, equivalentes a uma média diária de 1.478.940 barris.