SUBSCRIÇÃO
APESAR DO SUCESSO DE BILHETEIRAS EM JULHO

Grandes produções de filmes com lucros abaixo das previsões

23 Aug. 2023 Valor Económico Gestão

CINEMA. Decorrida metade do ano, os produtores de filmes já fazem contas aos lucros e aos prejuízos de 2023. A liderar a lista de decepções estão as grandes produções ‘Velocidade Furiosa’ e ‘The Flash’. No topo das maiores receitas, ‘Barbie’ e ‘Oppenheimer’, também contabilizam custos elevados na produção e na promoção. Já se fala em crise agravada pelas greves dos profissionais de cinema.

Grandes produções de filmes com lucros abaixo das previsões

Na semana da estreia, em meados de Julho, ‘Barbie’ arrecadou uma receita de 162 milhões de dólares, o que permitiu que os produtores respirassem de alívio. O filme, entre produção, promoção e pagamento de salas e de actores, custou mais de 356 milhões de dólares, mas a indústria está convencida de que, em pouco espaço de tempo, vai recuperar o dinheiro investido ao mesmo tempo que ‘sacode’ a crise que o cinema atravessa.

Na venda de bilhetes, os números atingidos pelo ‘Barbie’ colocam-no num honroso 5º lugar entre as estreias de produções mundiais e, só nos EUA, é a mais lucrativa sempre de um filme realizado por uma mulher, no caso, Greta Gerwig.

Em simultâneo ao ‘Barbie’, a indústria lançou ‘Oppenheimer’, uma biografia ficcionada do homem que criou a bomba atómica. Em receitas, rendeu, só no primeiro fim-de-semana, 80 milhões de dólares, mas com estimativas que possa atingir os 100 milhões de dólares até ao final de Agosto. Daí que o líder da maior operadora privada de cinema da Europa, Timothy Richards, tenha anunciado, em comunicado, que “esse foi o maior fim-de-semana dos últimos quatro anos em vendas de bilhetes”. 

A par de outro filme, também apresentado em Julho, ‘Missão: Impossível – Acerto de Contas: Parte 1’, as estreias de ‘Barbie’ e ‘Oppenheimer’ podem reduzir a crise que o cinema atravessa. Por Hollywood já se fala em “sucesso comercial”, numa altura em que se assiste ao declínio de vendas de bilhetes, ao aumento de preços dos bilhetes e a ‘fuga’ de espectadores para as novas plataformas disponibilizadas por cabo. 

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