“Não são os pequenos projectos que vão resolver o problema do café no país”
Defende necessidade da criação de um programa de fomento à produção do café depois de ter falhado o Planacafé e pede atenção especial às grandes empresas que possam ter capacidade de atender à demanda nacional e internacional. Para João Pereira, o café e o cacau deveriam ser usados como moeda de troca no mercado internacional para obtenção de dólares para o país e insiste não entender a falta de investimentos nos dois produtos que podem render mais dinheiro que o petróleo.
Como está efectivamente o sector do café em Angola?
Temos um histórico muito rico. Em 1973, Angola foi o terceiro maior produtor e exportador mundial de café. Infelizmente, devido à guerra (muita gente não gosta de falar sobre isso), baixaram os níveis de produção, porque as zonas onde se produzia foram as mais afectadas, tanto com a guerra, quanto com a deslocação pessoal e com o abandono das fazendas pelos antigos proprietários entre colonos portugueses e até angolanos. Na era colonial, existiam já cidadãos nacionais com grandes extensões de terra a produzirem o café. Mas esses espaços ficaram vazios. A partir de 1976, recomeçamos a actividade cafeícola. Fiz parte da Comissão de Terras que tinha o objectivo de reabilitar o sector cafeícola do país, com os companheiros cubanos. Criámos as fazendas territoriais, estruturas de logística e o café começou a subir de nível. Mas, logo a seguir, a guerra recomeçou e voltamos outra vez à estaca zero.
Mas o país alcançou a paz há quase 24 anos...
Depois da paz, há alguma entrega de novos produtores. Temos, por exemplo, na província do Cuanza-Sul, um grupo de empresários e empresas, já com algum nível, entre os quais o Carlos Cunha e a empresa Agrolíder. Têm uma porção de terra considerável. Muitos dos nossos associados também já detêm alguma montra. Inclusive, há fazendas que fazem irrigação, coisa que na era colonial não existia.
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