EFRAIM FERNANDO, DIRECTOR DO GRUPO EMIRAIS

“Os problemas estruturais e a volatilidade económica impedem o crescimento do sector avícola”

Sustenta que a produção nacional continua limitada por constrangimentos estruturais, mas defende haver espaço para crescimento sustentado. Na sua leitura, o sector avícola exige previsibilidade e escala. Defende, por outro lado, que o país deve focar-se naquilo que considera ser o núcleo do problema: o custo e a disponibilidade de insumos, sobretudo os grãos.

“Os problemas estruturais e a volatilidade económica impedem o crescimento do sector avícola”
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Quais são os principais desafios do mercado de fornecimento de matrizes para frango no país, sendo o Grupo Emirais a principal referência?

A Emirais consolidou-se como o maior produtor de pintos de um dia em Angola. É a única empresa no país a trabalhar com duas linhagens de elite para segmentos distintos: uma focada em postura e outra em frango de corte. No cenário mundial, é comum produzir-se mais de uma linhagem para o mesmo segmento, mas a estrutura da Emirais, operando com linhas tão diferenciadas sob a mesma gestão, é uma raridade global.

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Os desafios do sector dividem-se, essencialmente, em dois pilares. Na entrada (fornecimento), o grande desafio é garantir o fornecimento de matrizes num mercado mundial onde a procura não pára de subir. Para mitigar este risco, a Emirais já assegurou as encomendas de matrizes até 2028, garantindo a estabilidade da cadeia de produção a longo prazo. Na saída (escoamento e planeamento), é fundamental que os clientes definam as quantidades de pintos (corte ou postura) necessárias mensalmente para, no mínimo, os 12 meses seguintes. No nosso sector, é impossível atender pedidos de um dia para o outro. Quem não se planeia não terá produto disponível.

Há também o factor biológico. Tudo isto deve considerar os riscos inerentes a lidar com um activo biológico. Podem ocorrer variações na produção de lotes específicos que fiquem abaixo do esperado, o que torna o planeamento antecipado ainda mais crítico para garantir a segurança do abastecimento.



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