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Diogo Caldas, CEO do sector industrial da NuviGroup

“Refriango não perdeu quota de mercado, mas reduziu pelo poder de compra”

Estima que o sector das bebidas esteja a trabalhar apenas a 30 por cento da capacidade e calcula que a situação se possa agravar se o Governo não revir para baixo o Imposto Especial de Consumo. Defende que a água deve fazer parte da cesta básica e ainda que não existe no país espaço para novos investimentos no sector das bebidas.

“Refriango não perdeu quota de mercado,  mas reduziu pelo poder de compra”

 

Recentemente, algumas cervejeiras, incluindo a Refriango, baixaram o preço da cerveja. Qual é o racional numa altura em que as empresas se queixam de dificuldades financeiras?

No caso da Refriango, e em concreto da Tigra, que é a única cerveja que hoje a Refriango vende, não houve qualquer alteração. A Refriango não faz alteração do preço há mais de seis meses. A última foi efectuada aquando da implementação do IVA, em Outubro, e, desde então, temos mantido o mesmo preço de venda. É vendida a 150 kwanzas. A Tigra é uma cerveja que tem vindo a ganhar espaço nos últimos tempos, começou em Angola, em 2016, é a mais recente de todas que são vendidas no mercado. Temos trabalhado no sentido de garantir a máxima qualidade. Tem vindo a ganhar muitos consumidores ao longo dos últimos tempos. Temos uma quota de mercado muito superior à que tínhamos nos anos anteriores.

Mas a informação que temos é que, assim como o Grupo Castel, a Refriango também baixou o preço da Tigra?

Sei que o Grupo Castel alterou preços, houve uma redução nos preços, mas a Refriango não fez qualquer alteração.

A Tigra tem vindo a ganhar quota no mercado e, na globalidade, como é que estão posicionadas as outras marcas da Refriango no mercado?

Começo por falar do mercado. Tem vindo a reduzir ao longo dos últimos tempos muito pelo poder de compra dos consumidores. Sentimos que há uma redução do poder de compra nos últimos anos que afecta muito todo o nosso negócio. Acabámos por reduzir as nossas vendas, de quase todos os produtos, de um ano para outro, na ordem dos 30 a 40 por cento. Não sentimos que perdemos quotas de mercado para a concorrência, mas que as pessoas, como um todo, acabam por comprar menos. Em termos concretos, continuamos a ter marcas muito fortes como é o caso da Pura, que é a água preferida dos angolanos e que tem uma quota de cerca de 40 por cento. Depois temos outras marcas como a Blue, que é uma marca ímpar em Angola. Nasceu para os angolanos, nasceu de Angola.

É uma marca com muita força. Temos vindo a lançar novos formatos e produtos. A nossa estratégia passa sempre por conseguirmos dar o nosso produto ao preço mais acessível ao consumidor. Acabamos por fazê-lo transversalmente, não só nos produtos em que a Refriango já é líder, que é o caso dos não alcoólicos, mas no resto do portfolio.

Como olha para o futuro do sector das bebidas?

É o sector que mais se desenvolveu ao longo dos anos. Há dez anos já tinha uma capacidade instalada muito grande que permitiu que as importações terminassem. Hoje, praticamente tudo aquilo que se consome no país de bebidas é produzido em Angola. É uma grande vantagem para ajudar o Executivo a não recorrer a divisas para a importação. Isso na perspectiva do produto acabado.

Também ajudou muito o desenvolvimento da economia porque conseguimos trazer fábricas para as matérias-primas. Para produzir uma garrafa de água, precisamos das pré-formas, dos rótulos e das cápsulas, e tudo isso já é produzido em Angola. É o que o país precisa. Como disse, o sector tem vindo a reduzir muito pela falta de procura e isso leva-nos a um problema. A nossa capacidade instalada apenas utiliza 25 a 30 por cento da ocupação total. Ou seja, a Refriango e o Grupo Castel têm mais fábricas com linhas paradas. É um desafio para frente e em que temos vindo a pensar e a trabalhar.

Quais são as possíveis soluções?

Temos trabalhado como o Executivo. Há várias propostas em cima da mesa para nos ajudar e continuar a apoiar o sector das bebidas numa perspectiva, por exemplo, do IEC, que foi implementado em Outubro com uma taxa de 25% para as cervejas. Afecta o consumo. Há uma proposta para redução. No caso da água, hoje em dia, em Angola, é um produto de cesta básica porque, infelizmente, ainda não temos água canalizada. Enquanto industriais de bebidas, achamos que a água não deveria pagar IVA, estamos a colocar um imposto de 14% sobre um produto que é básico e que deveria chegar a todas as pessoas ao menor preço possível.

Sentem da parte do Governo sensibilidade para catalogar a água como produto da cesta básica?

O tema foi ouvido pela AGT e pelo Ministério das Finanças. Acho que está a ser analisado. Ainda não tivemos feedback, mas acredito que podem ter em consideração. Acho normal que um produto que não chega a todas as pessoas, e que é básico, possa ser considerado de cesta básica, considerando que o poder de compra vai continuar a reduzir.

O que acha que poderá acontecer caso o Governo não atenda a estas preocupações, sobretudo à redução do IEC?

É um pouco aquilo que tem vindo a acontecer. Redução das vendas e da produção. A perspectiva futura é um pouco essa. Sem a redução do IEC, vai continuar a haver uma continuação da redução do consumo. Depois temos a desvalorização que continua. Na semana passada, estava 580 e esta semana está 620 kwanzas. O petróleo acaba por afectar bastante toda a economia e, apesar de o preço estar um bocadinho melhor, ainda está em valores muito baixos para aquilo que é a sustentabilidade do país. Por isso, é importante continuar a acreditar no país, continuar a fazer investimentos noutras áreas.

A Refriango, hoje, já investe também na agricultura, estamos a produzir milho que depois podemos também integrar na cerveja. Acho que é por aí que as empresas e empresários de grande dimensão têm de apostar. Têm de continuar a olhar para o país como uma oportunidade. De facto já investiram, mas temos de continuar a olhar para o país numa lógica futura e perceber quais os caminhos e como podemos reduzir a necessidade de divisas e importações. Na perspectiva da exportação, acho que há potencial. Temos vindo a falar também muito com o Executivo para nos apoiar com métodos e mecanismos para tornar célere a exportação, tendo em conta que há hoje uma capacidade instalada muito elevada no país, é importante encontrarmos países e incentivos para conseguirmos ser competitivos e exportar.

A Refriango é, de facto, a maior empresa do Grupo Nuvi ou é apenas uma projecção de quem está de fora?

Sim, é a maior empresa do grupo.

Em termos de negócio, qual é a quota que representa e como é que está estruturado o grupo?

O grupo Nuvi está em três sectores. O da indústria, onde temos a Refriango, no sector das bebidas em que temos as águas, sumos, refrigerantes, energéticos. Temos também a distribuição do Moet Chandon e uma parceria com a Diageo, uma empresa internacional, a maior do mundo em destilados. Temos uma parceria para produzir em Angola destilados. Hoje produzimos o gin Gordon, que é o mais vendido em todo o mundo. Esta parceria foi feita na lógica não só produzir para o mercado de Angola, mas também para a exportação. Ainda no sector da indústria, o grupo tem a Nuvibrand, que é uma empresa do sector dos detergentes do lar e do personal care. Temos marcas com muita qualidade e conhecidas no mercado como o Fada, Oasis, Proderme. É o sector mais pequeno, mas acreditamos que com potencial. Fizemos grandes investimentos, estamos satisfeitos com o negócio e achamos que há potencial para continuarmos a investir. Este é o primeiro sector do grupo. O segundo, é o do retalho em que temos o Mega, que é retalhista alimentar onde temos o Cash and Carry Mega, os Bem Me Quer, com 450 lojas, e temos agora uma nova insígnia, que é o Arreou. É uma loja de proximidade, mas a grosso, e que actualmente já conta seis lojas, que acreditamos que vai expandir-se. Vamos tentar abrir três a quatro lojas por mês. O último sector é o da Agricultura, em que já temos vindo a fazer investimentos há sete anos. Temos uma fazenda com 100 mil hectares, onde temos todas as condições de regadio para 700 hectares onde produzimos milho.

A indústria tem uma grande quota?

Sim. É uma área que representa possivelmente 80 ou 85 por cento do negócio do grupo, mas queremos continuar a investir nas outras áreas.

A Zona do Comércio Livre está cada vez mais próxima da realidade. Como olha para a concorrência no sector das bebidas?

Existe muito potencial para as bebidas produzidas em Angola exportarem. Claro que é possível outras bebidas entrarem em Angola, mas olho para a perspectiva do preço. A cerveja produzida em Angola, por litro, é a mais barata de África para não dizer do mundo. Estamos a vender a cerveja a um preço muito baixo por litro. Se analisarmos outros países, não existe o preço de cerveja tão baixo. Acho difícil outras marcas entrarem em Angola. Existem desafios aqui que estão a ser ultrapassados para a exportação, que passa muito pelas certificações de qualidade das empresas.

Nós, Refriango, já temos estas certificações e isso vai dar-nos esta garantia. Com a Diageo e esta parceria internacional a que me referia, e que nos permite produzir a Smirnoff e o Gordon, a nossa expectativa é a de que, a curto prazo, comecemos a exportar para outros países onde eles estão presentes apenas com a parte da distribuição. Em África, estes produtos só são produzidos em Angola e, por isso, a nossa expectativa é produzir em Angola para mandarmos para outros países do mundo.

Mas olhando para o mercado como um todo?

Numa perspectiva geral, é importante haver organização das empresas, da qualidade... A qualidade é muito importante. É algo que também temos vindo a trabalhar junto do Executivo para haver aqui uma concorrência leal na perspectiva da qualidade. Hoje em dia, como o preço é muito importante para o consumidor, muitas empresas que produzem no país não produzem com níveis de qualidade mínimos. É importante que o Executivo ande em cima destas empresas para garantir este nível de qualidade. Depois, em termos fiscais, é fundamental que o Executivo ande atrás destas empresas. Existe uma concorrência desleal muito grande. Enquanto uma Refriango paga todos os impostos, existem empresas deste mercado que não pagam, e acabamos por ficar penalizados.

Quando se refere a esta concorrência desleal, está a fazer referência a outros grandes grupos como, por exemplo, o Grupo Castel?

Os grandes grupos são grandes contribuintes, são empresas cumpridoras, mas depois existem pequenos industriais que acabam por conseguir fugir ao IVA, ao IEC, não facturam os produtos e o valor que devem entregar ao Estado acaba por ser lucro deles. Têm este benefício em termos de preços.

Considerando o nível de informalidade do mercado, pensa que é uma situação de fácil resolução?

Acredito e acho que a implementação do IVA foi um primeiro passo neste sentido. Estamos, provavelmente, melhor e mais organizados, mas é importante criarem-se equipas para se fazerem as fiscalizações. É importante haver um aperto na fiscalização destas empresas para que se combata esta concorrência desleal.

Como analisa o impacto da covid-19 na vossa actividade?

O país mudou e com este estado de emergência tivemos de fazer um plano de contingência de imediato em termos de produção. Tivemos de implementar um plano muito concreto para não pararmos. Tínhamos uma responsabilidade muito grande de conseguir abastecer o país de água. O que fizemos foi alojar dentro do nosso complexo industrial 750 colaboradores. Criámos condições para estes colaboradores terem não só o dormitório, mas também todas as refeições, tempos livres, telemóvel, televisão, ou seja, toda a parte de lazer. Continuaram a trabalhar dentro do plano de trabalho que tinham inicialmente. Houve mais custos, mas tivemos de garantir que não houvesse falta de produtos. Em relação às restantes áreas, foi muito em linha com o que foi o decreto-lei. Em termos de funcionamento normal da empresa, não houve qualquer impacto. Na perspectiva do mercado, das vendas, sentiu-se, há uma redução das vendas. Por um lado, pela crise do petróleo que já vinha e, por outro lado, pelo fecho de alguns mercados e armazéns. Vamos ver agora como vai evoluir.

Em relação aos colaboradores que estão alojados, circularam informações que as condições não foram assim tão bem-criadas como refere...

Depois chegou-se à conclusão que a notícia era de uma pessoa que não era da empresa e que não passava de um boato. Temos contacto regular com eles e o feedback não poderia ser melhor. Para fazermos este movimento, criámos uma equipa para tratar dos alojamentos, da lavagem da roupa, das refeições. Ou seja, criámos todas estas condições. Houve um prémio para as pessoas que se voluntariaram para ficar dentro da fábrica. Não foi obrigatório. Os colaboradores, muito pelo sentido de missão que têm, voluntariaram-se, inclusive sem mais prémios, mas a empresa, por reconhecimento, decidiu dar não só um cabaz de cesta básica, mas um prémio adicional, e o feedback é muito positivo.

O Governo criou algumas medidas para reduzir o impacto da pandemia na economia e nas empresas. Considera suficientes?

As empresas vão sempre dizer que nunca nada é suficiente, queremos sempre mais. Mas reconheço que o próprio Executivo está a atravessar momentos complicados, por isso acho que as medidas tomadas foram as que conseguiram implementar numa perspectiva de continuidade das empresas e para fomentar o investimento.

Falando em investimento, quanto é que o grupo investiu nos últimos anos?

Não tenho números concretos, mas já foi muito dinheiro. A Refriango é a maior fábrica de África com 600 mil metros quadrados, são 60 hectares de fábrica. É uma fábrica que tem 27 linhas de enchimento. Tem uma capacidade de 2,5 mil milhões de litros de produção anual. Para garantir todo este nível de produção com a qualidade que pretendemos, com o transporte, porque a Refriango é a empresa de bebidas de Angola que faz o transporte dos produtos para os seus clientes. Ou seja, os clientes não vão buscar os produtos à fábrica. Temos uma frota que todos os dias entrega o produto não só em Luanda, mas também nas outras províncias. Entregamos em 24 horas em Luanda e em 72 horas podemos entregar no Cunene, em Malanje ou Benguela. Temos esta vantagem e foi necessário fazer um grande investimento. Hoje acaba por estar mais difícil o retorno pelas dificuldades do mercado, mas continuamos a investir porque acreditamos no potencial do mercado. Estamos em Angola a pensar a médio e longo prazos e acreditamos que é um investimento que terá o seu retorno.

Já exportam alguns produtos. Quais são os países e as quantidades?

Exportamos alguns produtos. Essencialmente o Blue, que é um produto que exportamos bastante para alguns países de África como Moçambique, São Tomé e Guiné. Também exportamos Nutry para a China, mas não são quantidades muito elevadas. Estamos a rever o nosso plano de exportação, muito aliado à Diageo onde vamos ter a oportunidade de exportar o gin Gordon e a vodka Smirnoff que nos dará a possibilidade de grandes exportações. Em relação à Tigra e a outros produtos, há outros países que estamos a avaliar, onde nos queremos implementar e ter parceiros, como a China, que é um país de grande dimensão e onde já temos vários contactos. Há uma possibilidade de entrarmos a curto prazo não só com o Nutry, que já estamos a exportar, mas com outros produtos.

Disse que a cerveja produzida em Angola é mais barata que nos outros países. Não é um contra-senso tendo em conta o custo de produção?

O preço de venda é mais baixo que nos outros países. Agora, o custo de transformação é elevado, mas diria que já não é tão elevado como era. Temos depois de olhar para outros custos, a matéria-prima que é importada e para a parte fiscal. Era importante haver aqui um alívio nesta vertente do IEC para conseguirmos reflectir esta parte do IEC no preço e conseguirmos trazer algum alívio às empresas que, por um lado, precisam de aumentar os preços pela necessidade dos custos que efectivamente existem, mas depois, não podem fazê-lo porque, se aumentam o preço, o consumo cai. É sempre uma equação muito difícil.

Como explica a importação de muita água e outras bebidas, considerando a capacidade instalada internamente?

Há muito pouca água importada, nem há necessidade. O Executivo tem trabalhado, com os pré-licenciamentos, no sentido de garantir este bloqueio. Existe alguma importação de sumo, mas o que sinto é que também tem vindo a reduzir.

Tem havido acusações sobre a existência de lobby e negociatas nas importações que prejudicam a produção local. O Grupo Nuvi tem investimentos na produção e no retalho…

O Mega, em concreto, não importa nenhum produto de bebida, não consigo comentar esta situação.

Aquando da apresentação da parceria para a produção do gin Gordon em Angola algumas vozes manifestaram receios em relação à qualidade…

A avaliação é óptima. A Diageo, sendo uma marca internacional, não permitiria ter determinado parceiro que não estivesse à sua altura para a produção deste gin e a Refriango foi o parceiro escolhido. Como disse, em África, a Diageo não tem outros parceiros para produzir estes produtos, por isso dá-nos esta garantia de que estamos no caminho certo em termos de qualidade. Temos muitas auditorias por eles para garantir que estamos a cumprir os procedimentos e temos sempre um feedback muito positivo e é sempre renovada a confiança.

O sumo ainda depende de matéria-prima importada. Para quando um sumo mais nacional?

Pode estar para breve.

Quais são os grandes desafios para essa concretização?

É preciso atrair os investidores. O investimento nas polpas são investimentos elevados e, por isso, não é fácil trazer os players mundiais deste tipo de produtos para investirem em Angola. Há toda uma cadeia que é preciso desenvolver, preciso haver a agricultura que desenvolva as frutas, depois é preciso haver a indústria que desenvolva a transformação das frutas de acordo com as especificações das bebidas. Temos estado em contacto com os nossos fornecedores para se instalarem em Angola e já conseguimos no caso das pré-formas, que é um caso de sucesso. Temos estado a trabalhar com o sucesso.

Acha que ainda há espaços para mais empresas de água e cerveja?

Acho que não há, inclusive existe já um excedente grande de produção local. No caso da cerveja, há fábricas que estão a fechar. Esta é uma medida que já foi tomada pela AIBA (Associação das Indústrias de Bebidas de Angola) no sentido de o Executivo olhar para o sector das bebidas como já saturado e não dar licenciamento para novos players. É importante focalizar as divisas, que já são poucas, para aquilo que realmente é necessário para o que realmente ainda se importa muito. Na cesta básica, existem muitos produtos que precisam de investimentos para se produzirem em Angola, essencialmente nos cereais.

Não teme que seja encarado como um discurso para afastar nova concorrência?

Entendam como quiserem. Nós estamos em Angola há muitos anos e concorrência não tem faltado nos últimos tempos.

Há em carteira a possibilidade de lançamento de novos produtos?

Sim, há novas perspectivas. Nunca estamos parados. Ainda no meio da crise lançámos um produto que é o Gordon Welwitschia. É uma mistura entre o gin Gordon e a marca Welwitscha. No mundo, não há muitas marcas de água tónica que façam esta mistura. Lá está, é mais um voto de confiança por parte da Diageo. Conseguimos lançar no meio desta crise e está a ter um sucesso muito grande. Temos novos produtos no portfólio para lançar sempre numa lógica de olhar para as oportunidades que existem no país.

Resultantes da parceria com grupos internacionais?

Pode ser, há hipóteses, estamos abertos à análise de novas categorias com parceiros. É um pouco a nossa visão, encontrar pessoas que possam ter o know-how de certos produtos que hoje são importados para produzirmos em Angola.

Perfil

Nascido em Lisboa, em 1987, Diogo Caldas é formado em Administração e Gestão de Empresas pela Universidade Católica de Lisboa. Iniciou a carreira em 2008 como gestor de operações na empresa NIKE e, em 2011, passou para as funções de gestor comercial. Em 2012, assume a função de CEO na empresa Kinda Retalho, especializada em decoração. Em 2016, passou a acumular as funções de administrador e CEO da Refriango. Em 2018, assumiu a liderança da Refriango e, este ano, passou a acumular as funções de CEO da Refriango e da Nuvibrands.