Revisão da Constituição e mobilização de 8 mil milhões USD para a produção nacional em destaque no manifesto de Higino Carneiro
EXCLUSIVO. Industrialização do país e “fortes investimentos” no agronegócio entre as prioridades no manifesto do pré-candidato à liderança do MPLA, que se compromete a alcançar a autossuficiência e inverter o quadro de fome e pobreza extrema. Redução dos gastos com a máquina do Estado em mínimos de 25% consta da visão de Higino Carneiro, além do reactivação da agenda nacional de consenso.
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O general Higino Carneiro prepara-se para formalizar, dentro de meses, a sua candidatura à liderança do MPLA, com um manifesto em que se destaca a aposta na reforma do Estado, suportada por uma revisão constitucional, e o lançamento de um “amplo programa de produção nacional” com a mobilização de pelo menos 8 mil milhões de dólares.
Informações a que o Valor Económico teve acesso apontam que as prioridades de Higino Carneiro, no sector produtivo, além da indústria, estarão concentradas no agronegócio, áreas catalogadas como críticas “para a inversão do actual quadro de fome pobreza extrema”, o que passa por “forte investimento e introdução de vários players”.
Notando que a meta passa pelo alcance da autossuficiência alimentar, as propostas de Higino Carneiro incluem uma reavaliação da orgânica do Governo, com os olhos postos na “eficiência” dos gastos públicos, reduzindo-os entre 25% e 40%, processo que deverá passar por fusões ministeriais e a instituição de um quadro normativo que assegure a estabilidade governativa. “A ideia é evitar-se exonerações desnecessárias nos órgãos governamentais que comprometem a própria estabilidade governativa”, explica fonte próxima da candidatura de Higino Carneiro, dando como o exemplo o fortalecimento da figura do secretário-geral a nível ministerial. “No projecto económico, daremos primazia à iniciativa privada, melhorando políticas para fomentar um ambiente de negócios favorável às pequenas, médias e grandes empresas que deverão contribuir para a robustez da nossa economia”, acrescenta, admitindo ao mesmo tempo uma reavaliação do processo de privatização com vista à protecção dos “interesse estratégicos” do Estado.
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