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Para se manter entre os activos mais importantes por mais tempo

Total realiza novas pesquisas no bloco mais produtivo de Angola

PETRÓLEO. Intenção de avançar com novos estudos existe desde 2015, mas só agora os parceiros podem concretizá-la. Em 2018, Bloco 17 garantiu 47,5% das receitas fiscais petrolíferas.

Total realiza novas pesquisas no  bloco mais produtivo de Angola

A Total está a realizar “estudos de pesquisa para identificar o potencial remanescente” no bloco 17 com o objectivo de o manter por mais anos entre os activos petrolíferos mais importantes do país, sendo que já é o mais produtivo, garantindo perto de 40% da produção nacional.

A petrolífera anunciou, ainda em 2015, pelo então director-geral, Jean-Michel Lavenge, a intenção de estudar “a possibilidade de retomar a exploração com novas ideias geológicas, justificando que podiam “não ter descoberto ainda tudo o que seja possível”.

O avanço do projecto, segundo a empresa, esteve “condicionado ao quadro contratual vigente” e em 2018 foram publicados novos diplomas relacionados com a actividade petrolífera em Angola, “criando assim condições para a realização de trabalhos de pesquisa dentro das áreas de desenvolvimento”.

Campos marginais

Enquanto aguarda pelos resultados dessa nova pesquisa, a Total e os parceiros investiram na produção dos campos marginais do Bloco, cujas reservas estimadas oscilam entre os 300 e os 500 milhões de barris.

Trata-se dos projectos Zinia 2, Clov 2 e Dália 3, lançados em 2018. “A entrada em produção dos três projectos está prevista para ser gradual, a partir de 2020, com a inclusão de recursos adicionais à produção do Bloco 17 que irão colmatar o declínio natural dos campos”, informa a Total, ao VALOR.

Caso venham a descobrir-se novos recursos, o Bloco 17 entrará novamente nos marcos históricos da indústria, depois de ter sido o primeiro em águas ultra-profundas. A Total foi escolhida para explorar o bloco há 29 anos e, entre 1996 e 2002, fez 15 descobertas. A produção iniciou-se em 2001 com o campo Girassol, seguindo-se o campo Dalia, em 2006, e o Rosa, em 2007. Em 2011 e 2014, entraram em produção os campos Pazflor e Clov, respectivamente.

Entre os registos históricos, destaca-se ainda o ano 2015, em que os parceiros registaram a produção acumulada de dois mil milhões de barris, desde 2001. Em 2018, os números confirmaram a importância do bloco para a economia do país, garantindo 36,5% das exportações e 47,5% das receitas fiscais petrolífera.

A Total detém 40% das participações do Bloco e tem como parceiros a Statoil (23,33%), Esso Exploration Angola Block 17 (20%) e a BP Exploration Angola (16,57%).